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Origem e história:
É difícil dizer exatamente, quando surgiu o primeiro spaniel. A menção mais remota que encontramos data do século XIV, quando todos os diferentes tipos de spaniels vinham sob a mesma classificação de spaniels. O nome “cocker” ou “cocking spaniel” começou a surgir por volta de 1800, talvez devido ao fato de serem usados especialmente na caça de codornas, onde seu tamanho tornava o spaniel mais apto a penetrar em matos fechados e de difícil acesso.
O criador do cocker spaniel foi James Farrow, que muito contribuiu para que fosse estabelecido o padrão da raça, através de Obo, um cocker cujo cruzamento foi levado a inúmeros gerações e, mais tarde, através de seu bisneto o campeão Ted Obo.
O reconhecimento da raça, tal como a conhecemos, foi em 1893 e em 1902 foi fundado o Cocker Spaniel Club, na Inglaterra.
Foi somente após a primeira guerra mundial que a popularidade do cocker se difundiu. Se em 1914 haviam 400 registro no Cocker Spaniel Club, em 1939 o número passou para 5.372, alcançando seu ponto máximo em 1947, com 27.000 cockers registrados.
No Brasil, a raça chegou por volta de 1950.
Características:
A expressão doce, as orelhas compridas, o incessante agitar da cauda e, sobretudo, seu temperamento afetuoso e feliz, fizeram do cocker spaniel uma das raças mais populares do mundo.
Ele é um pequeno e ativo cão de esporte, de disposição amistosa e confiante. Originalmente um cão de caça, o cocker passou com armas, bagagens e cauda saracoteante para o mundo dos cães de companhia, capaz de se adaptar ao estilo de vida da família que o adotar.
Como animal de família eles são adoráveis e extremamente apegados aos seus donos, mas não toleram quando crianças os tratam com puxões de orelhas ou rabo. De um modo em geral eles se tornam tranqüilos quando adultos e excelentes companhias, tanto para idosos quanto para pessoas ativas.
É um cão bom, doce, afetuoso, grande amigo das crianças, sociável com os estranhos, ladrador moderado, inteligente, obediente, respeitoso quanto às ordens recebidas. Tratando-se de um cão emotivo e sensível, deve ser educado com gentileza, sem recorrer a punições humilhantes ou a pancadas.
Cuidados:
A alimentação:
Com fama de guloso, o cocker deve ter sua alimentação controlada para evitar que se torne obeso. Uma ração de primeira qualidade é o ideal de alimentação pois contém todos os nutrientes necessários, nas quantidades certas.
O pêlo:
Por ser um cão de pêlo longo, tem facilidade em se sujar. Além de limpar, remover os pêlos mortos e estimular a circulação sangüínea, a escovação diária evita a concentração de parasitas como pulgas e piolhos.
Com movimentos vigorosos, escove todo o corpo, não se esquecendo de escovar, gentilmente, a parte interna das orelhas e as franjas das patas. O melhor meio é começar pela cabeça, descendo, depois até a cauda. Na região das orelhas deve ser usado um pente no 6, de aço. Com muita suavidade ou pode machucar a pele, muito fina no local.
Como “acabamento”, aplique uma massagem com flanela ou uma luva apropriada. Quando isso é feito diariamente o pêlo adquire um excelente brilho natural.
Deve-se prestar especial atenção ao interior das orelhas, as quais, quando limpas regularmente, jamais dão problemas. O cocker tem tendência a inflamações e otite devido ao formato das orelhas.
A tosa:
Para preparar um cocker para exposição é sempre necessário um bom profissional, com muita experiência. É importante não apenas saber tosar, é fundamental saber faze-lo de forma a realçar os pontos fortes e minimizar os pontes fracos.
A tosa de um cão doméstico é mais simples e pode ser feita mais espassadamente, consiste basicamente em aparar o pelo do dorso, cabeça, base da orelha, cauda e almofada das patas, mantendo-se boas franjas nas orelhas, barriga e patas. Mas informe-se sobre o profissional escolhido ou arrisque-se a encontrar seu cão com tosa de poodle.
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