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A BOLINHA CORRENDO PELA RUA Marly Spacachieri Corria o ano de 1997, final do mês de novembro. Num determinado dia saimos
atrasadíssimos para atender a um cliente. No caminho decidimos mudar o roteiro já que a Av. Rebouças sempre é muito congestionada. Pois bem! Foi aí que tudo aconteceu. Na Av. Francisco Morato esquina com a Av. J. J. Saad resolvemos virar à direita. Pista do meio, carro na frente, nos lados e
atrás. O da frente freiou e saiu para a esquerda, assustando todo mundo que
freiou junto. Na nossa frente uma cena: um cachorrinho minúsculo, correndo
feito louco pelas ruas, sem saber para onde ir. Logo adiante a avenida bifurca-se e o danadinho seguiu por lá. Bobagem dizer onde estávamos nesse momento, certo? Correndo feito loucos. Chamamos a atenção de uma viatura da
polícia de trânsito que saiu atrás de nós. - "É seu?" Respondi que não mas que se continuasse solto fatalmente iria morrer atropelado. Era um filhotinho de poodle lindo. Ela me olhou e disse:- "E agora? o que a gente faz?" Decidimos tocar a campainha. Fomos atendidas por uma senhora muito simpática que ao ouvir a história imediatamente nos mandou entrar e procurar o cãozinho.Magno e a polícia chegaram. O espetáculo estava montado porque o cachorrinho não deixava ninguém se aproximar, ameaçando fugir dali. Melhor não correr riscos! Mas notamos que ele estava machucado pois havia sangue em seu pêlo. De repente, saido não se sabe da onde surgiu um indivíduo dizendo-se o dono do cachorro e que iria retirá-lo. A senhora perguntou o nome do cachorro e o rapaz se atrapalhou todo. Ela alegou que ele não era o dono coisa nenhuma e que não o deixaria entrar. A viatura policial chamou a atenção das pessoas que foram se aproximando. O indivíduo tentou "forçar" sua entrada, ato reprimido pela policial que educadamente o lembrou que a casa era daquela senhora. O homem olhou a policial de cima a baixo e com um sorrizinho disse - "Veremos!". Nesse momento ouvimos um sonoro:- "Peço reforço, tenente?" Era o motorista da viatura, modelo armário com maleiro e tudo! Sorrindo, a policial disse:- "Ainda não, mas fique atento!" Mas não havia jeito de chegar perto do filhote. Ele tremia e chorava baixinho. Estava exausto. A senhora ligou para o veterinário que se dispôs a vir imediatamente. Contudo apareceram dois rapazes, muito bem vestidos, numa Ranger, óculos escuros, e tal e coisa .... e se dizendo donos do cachorrinho. Mesma pergunta:- "Qual o nome?" - "Bob", respondeu prontamente um deles. E o tal de Bob sequer lhe deu atenção. A policial pigarreou, olhou para os dois e disse:- "Vamos falando a verdade". O rapaz ia falar algo quando o nosso amigo armário veio com mais um- "Posso chamar reforço, tenente? " A policial olhou, pensou e disse:- "Chame o Corpo de Bombeiros, pois eles são os melhores nisso". Gente, parecia que todas as pulgas do mundo tinham pulado nos dois jovens garotões. Não havia frontline para combater aquilo. Ficaram brancos, verdes, amarelos e quando iam azular.... suspiraram e disseram:- "Não, por favor, bombeiro não! A gente conta tudo". Explicaram que eram donos de uma loja de banho e tosa e que o cachorrinho havia escapado de lá. Pois bem! O danadinho fugiu porque levou "uns tapinhas" para ficar quieto. Estávamos a pelo menos 1 quilômetro da tal loja. Eles queriam pegá-lo e devolvê-lo a dona, e tudo terminaria bem. A policial pensou, olhou para eles e disse:- "Chame a dona do cachorro aqui". - "Ah, mas não dá!" - "Não? Jorjão, chame os bombeiros!" Imediatamente, saido do nada surgiu um celular já sendo discado para a dona.Em menos de 15 minutos encostou um carro e desceu uma moça gritando feito louca: - "Floc, onde está o meu Floc?" E a bolinha peluda, mancando um pouquinho, saiu daquele esconderijo e pulou no colo dela. A moça ficou como louca. Era amiga dos rapazes e entregara o Floc aos seus cuidados. Não pensou duas vezes e jogou a bolsa em cima deles. Jorjão entrou e apartou a briga. Nesse instante chegou o veterinário amigo da senhora que examinou o cachorrinho. Sugeriu um exame mais apurado mas pelo que via tratava-se de um pequeno corte apenas. Suspiros de alívio.Bom, missão cumprida, trocamos telefones, tomamos um cafezinho e cada um seguiu para o seu lugar. O cliente nosso? Sabe que o danado ficou retido num congestionamento por mais de duas horas (carga tombada na marginal) e chegamos juntos. ASTOR, O MACHÃO! Adriane F. Palma Orofino Eu e meu marido temos um amigo que é solteiro e vive com um lindíssimo Dobermann, de nome Astor, que deveria ter na época deste história uns 2 anos. Ele dizia que Astor era fissurado em mulher e que se alguém tentasse fazer algum mal a alguma mulher ele avançava... Marcos (meu marido, que não liga muito para bichos, e não os entende) olhava para Astor e dizia: Falava de gozação com o cachorro, é claro! Sabem o que Astor fez? Saiu do meu colo, andou para um lado, andou para o outro...e simplesmente sentou en cima dos pés do Marcos...até aí, achamos graça...Marcos comentou: Gente...Astor sem mais nem menos começou a fazer xixi no pé dele, olhem foi uma gozação só...Marcos ficou p...da vida! Um tempo depois do ocorrido, levantamos para irmos embora, Astor não saía do meu lado, achei estranho e comentei com eles...estávamos próximos da porta de saída quando de repente Astor abocanhou o punho do Marcos... Não chegou a morder com força, foi só para segurar, me entendem?! Jataí virou-se e nos disse: Caí na gargalhada! Imaginem a cara dele nesta hora! Pedir desculpas a um cachorro? Logo Marcos que não liga e muito menos entende estes adoráveis animais... E foi verdade! Jataí disse para Marcos pedir desculpa logo, senão Astor provavelmente iria começar a apertar a mordida... Marcos não acreditou... Astor apertou um pouco, tipo para avisar que Jataí estava falando a verdade... Marcos foi obrigado a pedir desculpas pelo que havia dito! E aí então pudemos ir embora... Jataí me disse depois, que na hora que foi nos atender estava pedindo a Astor que se comportasse... ele deveria pedir isso ao Marcos, não é mesmo? TATA, A FEITICEIRA Marly Spacachieri Esta história é dedicada ao Dr. Alex Lafarti de Sena, Era uma vez um lugar onde existiam cães abandonados, gente malvada e pessoas boas e sensíveis. Lá nasceu uma cadelinha preta, sem raça alguma, muito bonita. Não era uma cadela comum. Não! Era especial, mágica e muito feliz. Mas nem sempre foi assim, essa felicidade. Quer saber por quê? Bem..... vamos pedir a essa cadela que lhe conte tudo. Olá. Meu nome é Tata. Nasci num lugar com ruas sujas, pontos de ônibus cheios de papéis jogados, casas muradas, bêbados caídos e gente apressada passando e pisando sem olhar nem para cima, nem para baixo. Numa dessas ruas eu comecei a minha vida canina. Não tive um paninho quente para dormir, pois nasci pobre como todos os seres que vivem nas ruas. Apesar de ser uma cadela sem lenço, sem documento e sem raça, a mamãe natureza me deu um dom: sou atriz (e das boas). Isso me ajudou bastante quando percebi que para conseguir alguma coisa além de um prato de comida, precisava agir rápido. As ruas são violentas e cheias de perigos para todas as cadelas inocentes e desprotegidas. Tem cada cachorrão! Estava eu no mesmo ponto de ônibus de sempre quando os vi. Quem? Ah! Um casal que passava por lá todos os dias e me olhava com dó. E que do! Porém, não saía disso. Pensei, analisei e me resolvi quando num dia, a moça parou e me afagou. Tinha que ser adotada por eles. E como conseguir isso? Sou atriz, lembra-se? Aproveitei que a moça me olhava com tanta tristeza e deliberadamente me coloquei em perigo, atravessando a rua sem olhar para os lados, fora da faixa de travessia e sem respeitar o semáforo. Ela se encolhia toda, tapava os olhos e enfiava a cabeça no peito do rapaz. Ele ficava apavorado, literalmente de cabelos em pé. Fiz isso algumas vezes e nada deles decidirem me adotar. A minha sarna estava incomodando demais e o inverno de aproximava. Comecei a fazer carinhas de tristezas, simulei uma tosse mas cachorro tosse diferente e ninguém percebeu todo o meu esforço. Tentei dia após dia. E nada! Numa noite acordei sendo chutada por um rapaz no ponto do ônibus. Doeu muito. Na manhã seguinte chovia e eu não conseguia mais por a pata no chão. O casal apareceu e nem deu tempo de me preparar para a encenação do dia. Estava com dores pelo corpo, arrepios e a chuva me fazia sentir mais calafrios. A moça parou e me olhou. O ônibus chegou e ela subiu chorando, acompanhada do rapaz. Me deu um olhar comprido e muito triste. Eu desisti. Se com todo o meu teatro, arrastando a pata, de verdade; se com tudo isso não havia conseguido, era melhor desistir. A chuva caía mais forte e tentei me arranjar numa barraca da feira. De repente, tudo escureceu! Estava tentando parar o frio quando caiu um pano sobre meu corpo. Que susto! A pata doia, estava com frio e agora isso! Num momento levantaram meu corpo bem magrinho e cai numa sacola. Ora, vejam só! Eu, a maior cadela atriz do mundo sendo levada numa reles sacola de feira. Levada? Para onde? Pelos deuses caninos! Onde iam me levar? Suspense! Ação! Da sacola ao taxi. E do taxi para onde? Não deu para ver. Só percebi que estava ao lado do rapaz. Qual? Aquele, da moça chorosa! Ué! Cadê a moça? Novo suspense! Nova ação! O que iria acontecer? Chegamos a um amplo jardim, bonito e limpo, com muita gente. E senti o nítido cheiro dos cães apavorados. Ai e ai. Que será isso tudo? Um hospital! Pelos meus ossos sagrados! Pelos pastéis divinos! Entramos no tal hospital e lá me apertaram, cutucaram, puseram coisinhas estranhas em locais esquisitos. Gente estranha! Todo mundo de branco. Parecia a barraca do Zé do Frango! Mas frango que era bom.... nadinha! O rapaz ficou na porta, esperando sei lá o quê! E o povo me virava, raspava a pele, cutucava o ouvido, nariz, boca e.... bem.... deixa para lá! Fui ficando nervosa mas o frio aumentava cada vez mais. Aí me deram uma picada e a dor passou. Descobri que estava mesmo numa reunião de mágicos. E eu era mágica também. Todos os cães são mágicos pois sabem aparecer e desaparecer, que nem as moedas. Tinha que ser uma reunião de mágicos pois com uma picada tiraram a dor! E olha que eu conhecia picadas! Minhas pulgas de estimação davam cada dentada.... mas nunca tiraram nada além do meu sangue. Pois bem. De repente ficaram todos sérios e falaram bem baixinho com o rapaz. Ele acenou que sim, que sim e que sim. Colocou-me na sacola e antes de sair voltou a dizer que sim. Sim o quê? Só descobri depois que ele foi num orelhão e ligou para a moça chorona. E ele começou a chorar também. Eu queria ser adotada e não lavada por lágrimas. Falaram, falaram e mais falaram. No final não entendi nada porque ele sorria feliz e até me ofereceu um cachorro-quente. Gente esquisita! Apertou a minha bochecha e disse que meu nome era Tata. Esse era o apelido da moça. Homenagem? Sim! Claro! Ela deve ter ficado encantada em poder dar seu apelido para uma linda cadelinha como eu. Novo taxi e quando me preparava para descer no meu ponto, o danado do carro entrou num jardim grande, que tinha prédios. Lá fui eu para dentro de um cubículo que os humanos insistem em chamar de apartamento. Fechou-se a porta e me deu um pavor danado. Era o desconhecido. Santos ossos do ofício! Num canto fui colocada, sobre panos quentes. O rapaz saiu trancando a porta mas eu estava muito cansada para tentar fugir. Acordei tomando uma injeção. E dá-lhe remédios amargos, vitaminas, etc e tal. A moça chegou toda feliz da vida e me afagou. No dia seguinte era seu aniversário e eu fui o presente. Gente esquisita! Contudo ela era carinhosa e fazia umas sopas ótimas. Em pouco tempo recuperei o peso, sarei da sarna e da tal tosse. Tudo ficou bem, exceto a pata. Não teve jeito. Tiraram. E fiquei linda com 3 patas: duas atrás e uma na frente. De atriz para bailarina em um passe de bisturi. Bom, claro que doeu mas era preciso. E aí aconteceu a minha primeira mágica. Nessa operação ficou marcado o dia em que deveria me tornar invisível. Anotei direitinho e passei a ser a cachorra mais feliz do mundo. O casal me adotou. Eu tinha pais de verdade. Ganhei coleira, cestinha para dormir, pratinho e brinquedos. Ração e água à vontade. E música clássica. Mamãe me ensinou a ouvir Bach para dormir, Chopin para meditar, Mozart para relaxar e Vivaldi para ser feliz. Entre vitaminas e gelatinas fui me firmando. Os anos foram passando e eu ganhei alguns companheiros. Mamãe sempre por perto, tentando compensar a perda da minha pata, me pegando no colo para atravessar pontes, me ajudando a nadar, correndo comigo e me amando de verdade. Papai sempre orgulhoso de meu comportamento barulhento, fazendo questão de me mostrar a todas as pessoas. E como fiz sucesso. Tata, a cadela de 3 patas! Quase me candidatei para síndica da causa animal. Não deu porque o eleitorado é canino-machista. Viajei, corri, brinquei e então um dia recebi um aviso de que precisava ficar invisível. O relógio que meu anjo da guarda colocou no lugar da pata tirada estava avisando que o horário de parar se aproximava. Aí fiquei com medo. Pela primeira vez senti medo de deixar meus pais e meus companheiros. Mas era preciso. Todo anjo precisa voltar para sua nuvem. O meu tempo já estava esgotado há muito tempo. E como fazer isso? Um dia encontrei um tio que me olhou com carinho, com grandes olhos azuis. Me afagou, beijou meu focinho e eu percebi que poderia confiar nele sim. A gente combinou em ser amigos para sempre e por isso o escolhi para entregar meu corpo. Pedi desculpas mas minha alma será sempre da minha mãe e do meu pai. Ele entendeu. E eu me fui do mundo visível para o invisível, cercada de carinho. Hoje estou invisível mas não saio de perto deles. As vezes estou com a mamãe; as vezes com papai. Algumas vezes vou ver meu tio dos olhos azuis que cuida de cachorros e gatos doentes e dou meus palpites no seu ouvido. Ele finge que não ouve mas sempre os aceita. Me tornei sua ajudante. Claro que quando ele corta rabinhos de filhotinhos eu o encho de pulgas invisíveis. Quando ele consegue salvar um bichinho - sempre com a minha ajuda, é claro - dou-lhe algumas lambidas. Contudo, nem sempre isso é possível e então eu entro em ação, colocando cada novo companheiro invisível num novo corpo que vai nascer. "- É, a gente fez uma excelente parceria, não é Tio Alex? Você sabe que sempre que precisar pode contar com a minha mágica! " Bom, vou ter que encerrar por aqui pois o dever me chama. Você não imagina a quantidade de trabalho que os anjos da guarda caninos têm. É um tal de proteger cachorro sem coleira, solto pelas perigosas ruas; ou então ficar assoprando no ouvido do dono dele que chegou a hora de vacinar! Nossa! Tem trabalho sim. Porém você deve estar se perguntando por que me chamam de "feiticeira". Ora bolas, eu adoro morder as vassouras que fazem barulhos esquisitos quando varrem. Mesmo sendo invisível sou uma cadela, ué! Um beijo no coração. Tata, a vira-lata feliz A FARRA DO TIGRÃO (Um cão não morde a mão que o alimenta e afaga) Gladimir Nascimento www.gladimir.jor.br GREEN, O DÓCIL ("Cão assassino" é tão brincalhão que não serve para guarda) Gladimir Nascimento www.gladimir.jor.br A HISTÓRIA DA CINDY Adriane Palma - Quando começamos a nos apegar, eles se vão ou ficam doentes, sofremos nós e eles, por isso prefiro não tê-los! Saudades CINDY. O PASSEIO DA TUCA, A BIG URSA, NUM DIA PELA MANHÃ Marly Spacachieri - Tuca sendo preparada para um passeio no jardim. - Coleira com peitoral super reforçada porque a "big ursa" é fortinha!!!!! - Magno preparando-se psicologicamente para mais uma sessão de "dog-esqui". - Porta abrindo... - Tuca arrastando Magno escada abaixo. - Coleira esticando, esticaaaaaaannnnnnndoooooooo, rásg!!!!. - Tuca descendo a escada como um foguete sem tripulação. - Magno correndo e tropeçando no cadarço do tênis. - Berros da Marly - a mãe apavorada: TUCAAAAAAAAAA!!!!!!!!! - Mais berros da Marly - a mãe desesperada - TUCAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!! - Muitos berros (já não tão altos) da Marly - a mãe enlouquecida - TUUUUUCCCCCAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!! - Milhares de gritos afônicos da Marly - a esposa enraivecida - MAGNOOOOOOOOOO, TE MATOOOOOOOOO!!!!!! - Vizinhos nas janelas; portas de entrada sendo abertas! Olhos esbugalhados! Gente com pedaços de biscoitos nas mãos! - Janelas lotadas daquele pessoal que simplesmente adora ver uma briga!!!!!!!! - Magno gritando: CALMAAAAAAAAA que eu pego ela! - Magno falando: Tuca, venha cá! - Magno gritando: TUCA, PARE JÁ!!!! - Magno implorando: TUCAAAAAAAAAAAA!!!!!! - Magno olhando para Marly, a maluca alucinada, e dizendo: "Cadê?????" Cena 5 Cena 6 Cena 7 A HISTÓRIA DO TOQUINHO Marly Spacachieri Em homenagem à Márcia, sua filha Andrea, bem como a todos daquela família que realmente tem coragem de amar os animais. - Se você quiser ser gente precisa passar no teste! - Que teste, respondeu o duende choroso. - Ser amado antes de ser gente. - Como assim!, perguntou o duende. - Simples. Eu transformo você num bicho e você sai pelo mundo dos homens. Se conseguir ser amado, se conseguir sensibilizar um coração, se conseguir com que aceitem você com todos os seus poréns... poderá se transformar em gente. - Mas não pode, disse a fadinha peluda. Está escrito na sua ficha que deve ser transformado em gente ou volta a ser duende. |