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A HISTÓRIA DE TOTÓ - UM VIRA LATA DE CATEGORIA!
Janaína Moreira
Totó é mais um autêntico vira-lata, muito simpático por sinal.
Eu já o conhecia de vista, pois em minhas caminhadas rotineiras, nossos caminhos se cruzavam com freqüência, ele, simpático e atencioso sempre me dava "oi " e a impressão que eu tinha é que ele queria vir atrás de mim, mas como o encontrava sempre no mesmo lugar, tinha certeza que era ali que ele morava e não dava importância.
Os dias foram passando e notei que ele estava com sarna, mas são tantos...
Alguns tempo passou, na minha correria diária o tempo para caminhar era cada vez mais escasso e muitas vezes eu até mudava de itinerário.
Até que em uma Terça-feira, 05/01/99, encontrei-o novamente, mas algo em sua cabeça me chamou muito a atenção, me abaixei e olhei sua cabeça aberta com quatro furos e dentro muito pus.
Voltei para casa pensando no desespero desse bichinho que sacudia a cabeça o tempo todo. Os bernes estavam comendo a cabeça dele por dentro. Como uma criaturinha dessa poderia dormir sossegada?
Tentei pedir ajuda, mas não obtive resultados...
Nem preciso dizer que dormi pensando no mal estar dele e acordei no outro dia com a certeza de que iria ajudá-lo, da maneira que pudesse, mas iria.
Na parte da tarde separei o material, convidei minha mãe e fomos, munidas de todos os "apetrechos" para tratar o Totó.
Chegando lá ele não estava, tinha saído para dar uma "voltinha", pacientemente esperamos por mais de meia hora.
De repente surge Totó no seu andar rapidinho e num instante come todo o "papá" que levamos para ele, parecia estar com fome.
Começamos a mexer na cabeça dele com uma pinça, Totó se portava como um paciente anestesiado, nunca vi alguém colaborar tanto com "seus médicos". Tiramos mais de 20 bernes dele, ele estava muito sujo, o sangue escorria da cabeça dele e cada vez que ele se sacudia nos dava um "pequeno banho"... Isto sem falar nas pulgas, carrapatos e na sarna!
Era mais fácil dizer o que Totó não tinha!
Segundo passo: Totó precisava de um banho! Mas aonde? Precisávamos de um lugarzinho, água, pano, sabão! É bom lembrar que estávamos em uma calçada na esquina, sentadas no chão...
Foi aí que apareceu a Tia Nara e nos ofereceu sua torneira com mangueira, sabão, paninhos e Totó tomou seu banho, ele ficou tão quietinho que parecia estar adorando tudo aquilo!
As pulgas e os carrapatos eram incontáveis!
Depois de sequinho e cheirosinho, digo, menos fedido, pois o agradável aroma de sua cabecinha era uma "podridão" só! Fomos então aplicar o "spray" mata bicheira - que o Tio Renato nos emprestou. Qual não foi nossa surpresa quando vimos os "bichinhos" desesperados saindo, começamos tudo de novo! Consegui contar mais 28 bernes - imaginem que cratera era a cabeça dele!
Com todo aquele "spray", bernicida, cicatrizante, as moscas não iriam mais sentar ali, tendo um acompanhamento e limpeza diária, é claro.
No outro dia, estávamos lá, equipadas. Totó, muito prestativo, estava lá para fazer os curativos. Muita secreção e pus envolviam a abertura da cabeça e por dentro, encontramos mais 5 bernes, porém mortos.
Tudo foi devidamente limpo, colocamos nova dose de "spray", Totó tomou injeção para sarna, comeu a comidinha que levamos, ou melhor engoliu, ele não mastigava, acredito que já tenha passado muita fome, pois ele ainda não sabe o que é comer todos os dias.
No terceiro dia Totó nos pregou uma peça, não apareceu no encontro marcado, esperamos por mais de uma hora e nada! Voltamos para casa frustradas, sem ter aquela gostosa sensação de dever cumprido.
Tudo bem, só um dia não iria atrapalhar tanto o andamento do nosso paciente.
Mas o pior é que ele gostou de brincar de esconde-esconde e não apareceu no outro dia de novo.
Pedi então que uns vizinhos simpáticos de Totó o prendessem quando ele resolvesse dar o ar da graça, que no outro dia de manhã eu iria buscá-lo.
E fui! Domingo, 10/01/99 Totó veio para nossa casa se recuperar por completo. Com "limpezas" e alimentação duas vezes ao dia, banhos com carrapaticida duas vezes na semana.
E acredito ser esta a parte da brincadeira que ele mais gostava, pois até colaborava conosco levantando as patinhas onde estava na hora de ser ensaboado e esfregado.
É preciso contar que no primeiro banho com o carrapaticida - com exceção dos carrapatos que se desprenderam e morreram nas duas ensaboadas que demos, eu tirei 146!!! Desculpe, mas tive que contá-los para poder relatar para vocês. Comecei no Domingo pela manhã e terminei a tarde, mas... Totó gostou!
Ah! Esqueci de contar, nesse Domingo como já fazia dois dias que ele não era tratado encontramos mais 7 bernes mortos - dando um total de 62... As pulgas, vou ficar devendo pra vocês, pois o peito dele era minado delas.
No outro dia notamos que o pescoço dele estava duro, inchado e tinha um furinho pequenino o qual saia uma secreção. Acreditamos que tinha mais "bichinhos" mortos ali que estavam indo para o ouvido mas que foram liquidados com o veneno.
Já faz uma semana que Totó mora e nossa casa, (16/01/99), com caminha, comidinha quente e gostosa nas horas certas, água fresca, carinho e cuidados. Não sei dizer se ele sente saudades de casa, pois Totó antes de ser abandonado tinha uma família, (uma casa a uns 2 km da minha), uma "família" que o trocou por um "lingüicinha", assim é fácil: "cachorro novo, velhos pro lixo"! Afinal a "rua" está aí para abrigá-los. O que eles não sabem é que isto é crime, pois a lei de número 9605 de Fevereiro de 1998, Art. 32 protege a fauna:
· Praticar atos de abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: · Pena - detenção de três meses a um ano, e multa
Fernando Henrique Cardoso
Mas que eles desconheçam a lei, aceitamos, pois afinal de contas a lei é nova. Mas desconhecer a palavra "amor" é inadmissível, é muito cruel abandonar alguém quando este mais precisa de nós, quando este ser é indefeso e dependente. Acredito que o contato que esta família teve com o Totó foi um contato com um vegetal, com uma pedra, onde nada foi gerado: nem carinho, nem afeto.
Sou apaixonada por animais, principalmente cães, sempre quis ter uma Cocker Spaniel Americana, mas ainda não consegui, pois os Vira-Latas-De-Raça precisam de mim!
Sei que eu já estou apegada a ele e ele também gosta de nós, é muito dócil e parece estar feliz!
O LAGARTO PELUDO
Marly Spacachieri
Deixe-me contar a última focinhada que tivemos aqui. Comprei uma peça de lagarto para fazer assada no forno. Temperei com ervas, alho, óleo e tudo o mais que cachorro não pode comer. Assei e ficou uma coisa de louco. Tão de louco que Magno, o maluco, deixou a forma em cima do fogão. Cobriu com um pano de prato e deixou esfriar. O objetivo era colocar no freezer para depois poder fatiar bem fininha.
Durante a madrugada eu ouvi um "clanck" mas deixei para lá. Olhei no relógio e marcava 4h30min. Pura madrugada. Tila dormia e Chica estava em cima do meu travesseiro. Se preocupar com o quê já que as peraltas estavam dormindo? 6h30min Magno acorda e levanta. Dentro da cozinha ele grita:
- "Minha nossa!!!"
E de lá sai uma Tila parecendo um presunto de tanto óleo no pêlo e nas patas. Entrei em peripaque; ela estava lambendo o óleo que estava espalhado no chão, que a forma derramou quando a carne caiu de cima do fogão. Era o "clanck" que eu tinha ouvido. E um pedaço da carne tinha desaparecido (o outro ficou sob a forma). Acordei Alex no grito; ele tentava entender o que eu queria dizer com:
- ATILACOMEUTODAACARNESOCORROOQUEEUFAÇO??????? ELAVAIMORRER!!!!!SOCORRO!!!!!
(A Tila é insuficiente renal e só pode comer ração especial K/D). E o maldito celular falhava o tempo todo. E ele ria quando eu dizia que ela, a Tila, estava patinando no óleo E quanto mais ele ria mais eu desesperava (e olhem que não disse que o Magno também patinava pois a minha cozinha parecia o fundo de uma lata de azeite de procedência duvidosa). Na minha mente de mãe maluca eu via a Tila como uma Tilápia dentro de uma lata de óleo (ou tomates????).
E a Chica? Ela é pequenina mas parece um serelepe de tão ágil. Pulava o Magno e tentava chegar na forma para levantá-la e arrebatar a peça de carne. Escorregou e saiu pela tangente. Os outros focinhos rodeavam a Tila e a lambiam. Ela parecia um peru de natal. Coisa de louco. Brilhava mais ainda. Resultado? Banho imediato nela.
Horas depois vimos que a Tetê estava meio tristinha, meio esquisitinha. Sempre que isso acontece nós a levamos para o jardim do prédio. Ela incorporou o "espírito do come-mato" e quase que acabou com a vegetação (rasteira ou não) do jardim. Temo que receberei uma multa por parte da administração do condomínio por excesso de poda (e usando instrumento estranho!).
Não deu outra: crise estomacal com direito a super acidez e vômitos. Claro que foi ela quem comeu a carne pois é sempre ela quem tenta puxar as coisas de cima da pia. Só Magno não acreditava! Novamente Marly gritou no ouvido do doutor:
- ATETÊESTÁVOMITANDOSOCORROSOCORRO!!!!TEMUMMONTEDEMATO!!! SOCORRO!!!!!SOCORRO!!!!
Ele receitou injeções para ela e um calmante para eu (que me neguei a tomar - ora essa! e eu por acaso lato ou mio, doutor? tá certo que no caso das minhas aftas ele borifou um treco lá que foi certeiro mas .... a amizade tem um preço, ora essa!) Ainda lhe disse que era facinho de aplicar (e ele aplica num vapvup.....) e é claro que sabemos fazer isso! Ele duvidou de mim! Pode isso???
Bom, verdade seja dita: Magno aprendeu a aplicar a injeção subcutânea quando a Tila iniciou o tratamento e tomou Hemax a cada dois dias durante 6 meses. Com a Tetê seria mais fácil ainda porque ela é grandona!!! Ah! Ah! e Ah!
Resultado: uma agulha torta e duas mordidas na mão. Mas conseguiu. Foi cômico porque Magno se trancou com ela no meu quarto e os outros focinhos ficaram na porta querendo saber o que estava acontecendo lá. Tila sabe abrir portas com patadas e vai daí que tentava, tentava e quaaaaase conseguia. Os outros 3 ficaram esperando. Que gang de delinquentes! De lá ouvíamos ruídos estranhos, extraterrestres, esquisitos de tudo. Meio humano, meio canino! No mínimo, suspeitos!
E o telefone toca! É o Alex que diz:
"- E aí? conseguiram? Traz ela aqui em casa que eu aplico...."
Mas diante do silêncio instalado no quarto eu deduzi que a Tetê havia vencido e aplicado a injeção no Magno. Tenho certeza que ouvi um risinho do outro lado da linha mas... deixemos isso para mais tarde! Tenho cá comigo que os veterinário se vingam nessas horas!!! Porém, não perdi a minha pose e disse:
- Magno consegue! Claro que consegue (mas o telefone quase caiu da mão por culpa dos meus dedos que estavam cruzados...).
Quando Magno abriu a porta foi uma coisa de louco: um jato canino saiu de lá feito uma bala perdida e zás... para a sala, onde permaneceu emburrada por horas. Foi a primeira vez que vi uma salsichona emburrada. Ficou em jejum e... no dia seguinte estava ótima. De qualquer forma o doutor manteve o tratamento mais alguns dias e depois liberou.
A carne foi pro lixo porque além de perder o tempero, de ficar exposta as lambidas, ficou peluda. Lagarto peludo é terrível. Tive a inteira sensação de que os 5 focinhos entoaram uma Marcha Fúnebre rapidinha frente ao pacote de lixo que continha o primeiro lagarto peludo do mundo e que estava lááááááá em cima da máquina de lavar.
Chiquinha ficou com lágrimas nos olhos. Teco suspirou mas a Tuca, a graaaande Tuca, olhava salivando para a pobre Tila, que se escondia atrás da mesa.
NÃO ERA UM ANJO...
O pequeno filhote e o cão mais velho estavam deitados à sombra, sobre a grama verde, observando os reencontros. Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte.
O filhotinho cutucou o cão mais velho: "Olha lá! Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo!" O cão mais velho se levantou e latiu: "Rápido! Vamos até a entrada da ponte!"
"Mas aquele não é o meu dono", choramingou o filhotinho; mas ele obedeceu. Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa vestida de branco que caminhava em direção à ponte. Conforme aquela pessoa iluminada passava por cada animal, o animal fazia uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito. A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão de animais que lhe faziam muita festa. Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram.
O filhotinho ainda estava atônito: "Aquilo era um anjo?", perguntou baixinho. "Não, filho", respondeu o cão mais velho. "Aquilo era mais do que um anjo. Era uma pessoa que trabalhava em um abrigo de animais."
QUANTOS CÃES PARA TROCAR UMA LÂMPADA?
Autor desconhecido
Tradução de Silvia D. Schiros
Quantos cães são necessários para se trocar uma lâmpada?
A resposta segue abaixo...
Golden Retriever:
O sol está brilhando, o dia mal começou, temos toda a vida pela frente e você está enfiado dentro de casa preocupado com uma lâmpada queimada???
Border Collie:
Eu vou trocar toda a fiação que estiver com problemas também.
Dachshund:
Eu não consigo alcançar essa lâmpada idiota!!!
Poodle Toy:
Deixa comigo, eu vou bater uma linha pro Border Collie e ele resolve tudo. Quando ele terminar de trocar a fiação, minhas unhas já vão ter secado.
Rottweiler:
Vai encarar? Vem me fazer trocar!!!
Shi-tzu:
Meu bem, me poupe. Deixe a criadagem cuidar disso...
Labrador:
Eu, eu, eu, por favor!!! Deixa eu trocar a lâmpada! Posso? Posso? Hein?
Malamute do Alasca:
Deixa que o Border Collie troca. Enquanto isso, você pode me dar comida.
Cocker Spaniel:
Trocar a lâmpada pra quê? Eu não preciso de luz pra fazer pipi no carpete.
Chihuahua:
Yo Quiero Taco lâmpada
(NOTA: Essa não tem graça em português, pois faz alusão ao Chihuahua que é "cão-propaganda" da rede de fast-food Taco Bell)
Irish Wolfhound:
Será que não dá pra arrumar outro pra fazer isso? Estou de ressaca...
Greyhound:
A lâmpada não se mexe. Não tô nem aí!
Australian Shepherd:
Coloque todas as lâmpadas em um círculo.
Bouvier:
Lâmpada? Que lâmpada? Aquele negócio que eu acabei de comer era uma lâmpada???
Pastor Alemão:
Eu tomo conta da lâmpada enquanto você decide. Não chegue perto!
Jack Russell Terrier ou Wired Fox Terrier:
Eu vou alcançar! Eu SEI que vou conseguir alcançar! Só mais vinte pulos e ela vai ser minha, SÓ MINHA!!!
Mastiff:
Não tenho medo de escuro.
Pointer:
Eu tô vendo, tá ali, beeeeeeeeem ali.
Poodle Standard:
Eu treinei meus humanos pra fazerem isso.
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