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Origem e história:
Essa raça é tão antiga que suas origens se perdem no tempo. Alguns
entusiastas reivindicam evidências de que tenha se originado no Egito antigo onde aparece em imagens sobre
as tumbas dos faraós. Outros defendem que tenha surgido na Dalmácia, região da Iugoslávia, afirmando que o
nome da raça advém do nome da região. No entanto, não é possível afirmar com certeza a respeito de suas
origens.
Por volta de 1670, Dálmatas seguiam diligências pelas estradas da França,
para protege-las contra assaltantes. Na obra de Thomas Berwick, publicada em 1792, encontra-se a descrição e
o desenho de um Dálmata. Berwick chama esse cão de "Dálmata ou Cão de Coche".
O primeiro padrão do Dálmata foi redigido em 1882 por um inglês de nome
Vero Shaw. Esse padrão tornou-se oficial em 1890. Há alguns anos, a FCI modificou o padrão da raça, tornando-o
mais específico e objetivo. As modificações introduzidas no Padrão da Raça reduziram a altura mínima permitida, estabeleceu um peso ideal (que não existia no padrão anterior), as maiores alterações ficaram no item de marcação, tendo sido introduzidas diversas faltas desqualificantes
Ao longo da história, o Dálmata teve muitas utilidades. Foi usado inicialmente
para guardar estábulos. Também foi empregado como cão de guerra, como sentinela nas fronteiras da Dalmácia e
da Croácia e como cão de caça a aves. Já desempenhou também importantes papéis em circos e feiras. Os
ciganos freqüentemente o utilizavam em seus espetáculos circenses, ensinando-o, inclusive, a roubar a carteira
dos espectadores. Graças ao seu faro, a raça também foi bastante utilizada na localização de vítimas sob escombros.
Na segunda guerra mundial, a raça salvou muitas pessoas encurraladas pelo fogo após os bombardeios.
Mas entre todos os seus talentos, o que mais se destaca, sem dúvida, é como
acompanhante de carruagens. Estes cães tem uma surpreendente habilidade para circular entre as patas dos
cavalos, sem serem tocados pelos cascos. Esta habilidade levou os bombeiros, nos tempos em que os carros
eram puxados por cavalos, a adotar este cão como mascote.
A mecanização do transporte transformou o Dálmata em cão de companhia,
papel que cumpre com grande facilidade. Hoje em dia nos Estados Unidos ele é o mascote oficial do corpo de
bombeiros, podendo-se encontrar em quase todos os quartéis um belo exemplar. O Dálmata foi merecidamente
homenageado com o título de "Cão do Corpo de Bombeiros".

Perfil da Raça:
O Dálmata é um cão original não só por sua pelagem, mas por um traço
marcante em sua personalidade: a paixão por cavalos.
Com uma aparência extremamente elegante, bela e chamativa, o Dálmata
encanta por sua lealdade, disposição e amabilidade. O porte e a elegância natural, tem grande resistência para
longas caminhadas.
É especialmente dedicado ao dono, seguindo-o qualquer que seja seu meio de transporte.
Fiel, inteligente e dócil, é um cão que não requer muitos cuidados
especiais mas precisa de muito exercício. É extremamente ativo e brincalhão. Adapta-se bem à vida dentro de
casa e adora crianças. Não é um cão de guarda, mas defenderá seu território se for preciso. Em geral, é bom
com outros animais mas pode ser um pouco agressivo com cães. Se não for devidamente socializado, pode ficar
muito tímido. Pode ser um pouco teimoso.
Criadores do mundo todo admitem que a popularidade do Dálmata nas últimas
três décadas esteve intimamente ligada ao grande sucesso do desenho animado 101 Dámatas, de Walt Disney,
e do seu lançamento em vídeo.
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