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As Pintas:
Ele atrai olhares de verdadeira admiração por onde passa. A pelagem
branca, enfeitada por pintas escuras, é tão característica e apreciada que chega a determinar o destino da raça.
Não é à toa que o Dálmata foi escolhido como acompanhante de nobres nos tempos das carruagens.
A sua marca registrada, as pintas pelo corpo, podem ser apenas preto ou
fígado e os criadores procuram cada vez mais preservar sua conformação, já que neste caso não basta ter
pintas: elas precisam ser perfeitas para destacar a elegância do cão.
A preocupação com as pintas chega ao requinte de determinar o tamanho ideal
que devem ter, bem como a sua forma, a distribuição e a coloração correta. Segundo a Federação Cinológica Internacional (FCI), as pintas devem ser o mais redondinhas possíveis, bem definidas, o tamanho deve ficar entre
dois e três centímetros, em cor preto ou fígado sobre branco puro, sem mistura de cores e menores nas
extremidades (cabeça, patas e cauda). Muitas pintas juntas, formando "cachos de uva", também são indesejáveis.
Há cerca de quatro anos, a FCI modificou o padrão da raça, tornando-o mais
específico e objetivo. As maiores alterações ficaram no item de marcação, tendo sido introduzidas diversas faltas
desqualificantes, como por exemplo, a presença de grandes manchas. Cães com essa marcação já nascem assim,
ao contrário dos pintados, cujas pintas começam a aparecer ao redor dos 15 dias. Marcação em monóculo
(grandes manchas redondas ao redor dos olhos) também conhecida como "marcação pirata" passou a ser
considerada uma falta desqualificante. O mesmo vale para um Dálmata que simultaneamente tenha pintas pretas
e outras de cor fígado, os tricolores e aqueles que possuam pintas "amarelas".

Surdez, o pior inimigo:
Segundo essas pesquisas, cerca de 25% dos dálmatas europeus apresenta
algum tipo de surdez. O problema é tão sério que no ano passado o The Kennel Club, na Inglaterra, em associação
com a entidade filantrópica Charitable Trust, investiu boa parte dos US$ 495 mil, destinados a pesquisas genéticas,
no estudo das causas de surdez na raça. nos EUA, um em cada dez filhotes de Dálmata é surdo.
As modficações feitas no padrão da raça incluem a desqualificação dos cães com
olhos azuis, uma vez que sugere-se uma relação entre a cor dos olhos e o sério problema de surdez apresentado
por alguns exemplares da raça.
Cães surdos não devem ser utilizados na reprodução. Preferencialmente, deve ser castrados qinda jovens par evitar qualquer "acidente".
Muitos criadores ainda optam pelo sacrificio dos filhotes surdos, assim que o
problema é identificado. Apesar disso, muitos cães surdos que foram "poupados" do sacrifício apresentam um alto
grau de aprendizado e levam uma vida plena e normal, sendo utilizados inclusive durante palestras à crianças surdas,
como exemplos.

Os filhotes:
Ao visitar o canil, observe a marcação dos pais para ter uma idéia de
como vai ficar a dos filhotes depois de adultos, já que as pintas demoram para chegar à situação definitiva. Eles não devem ter grandes manchas, nem ser tricolores, tampouco apresentar marcas em monóculo.
É fácil descobrir um Dálmata com manchas grandes: ao contrário das
outras pintas, que só começam a surgir aos 15 dias, as manchas já nascem com os filhotes.
Se os pais forem fígado, pergunte ao criador a cor dos antepassados. Os
exemplares de cor fígado, se acasalados por várias gerações, podem gerar filhotes com despigmentação.
Verifique a cor das mucosas da boca e do nariz, que não podem ser rosadas
nem manchadas. Observe se a pelagem de fundo é branca, não pode ser cinza.
Depois de bem escolhido, um bom filhote não requer muitos cuidados especiais.
Use luvas de borracha em vez das escovas comuns, que podem machucar por causa do pêlo curto. Banhos podem
ser dados mensalmente. E as orelhas, limpas a cada quinze dias.
Um Dálmata saudável pode proporcionar entre 10 e 14 anos de companhia e
alegria a seus donos.
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