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![]() 2. PARASITOSES VISCERAIS: DIROFILARIOSE Com esse nome é nomeada a infestação de animais, por vermes do gênero Dirofilaria, que acomete principalmente o cão doméstico, o gato e várias espécies de animais silvestres. Referidos vermes são classificados na Ordem Spirurida, super família Filaroidea, família Filariidae. Nesse gênero(Dirofilaria), foram já descritas várias espécies, entre as quais: Dirofilaria immitis (Leidy,1856), e a Dirofilaria repens (Railliet y Henry, 1911). Ambas em sua fase adulta localizam-se no coração, especialmente em sua porção direita, na artéria pulmonar e raramente outros vasos hemáticos e órgãos. Já foram encontradas parasitando animais na Europa(França, Itália, Espanha, Romênia ) e na Ásia. Morfologia:Tem esses vermes quando adultos, a coloração esbranquiçada, são cilíndricos medindo entre 12-18 cm de comprimento por 700 a 900 micra de diâmetro. Hospedeiro intermediário:Para atingirem completo desenvolvimento, passam esses vermes em seu ciclo evolutivo por um hospedeiro intermediário, que pode ser ou um mosquito do gênero Culex, ou carrapatos (Rhipicephalus sanguineus) e possivelmente também pulgas do gênero Pulex.
Sintomatologia: Tosse seca, respiração entrecortada, emagrecimento e perda do apetite, edemas e até ascite. Durante o progredir da enfermidade ocorre febre, hematúria (sangue na urina), hiperhemia pulmonar, hipertrofia hepática(aumento do fígado) e esplenomegalia (aumento de volume do baço), prurido, aparecimento de nódulos cutâneos, e até convulsões do tipo epileptiformes e mesmo paralisia do trem posterior. Profilaxia: Administração periódica de medicamentos comerciais do tipo Cardomex e Interceptor e outros, com ação sobre a fase larval do parasita adulto, ou seja, sobre as microfilárias, principalmente quando o animal estiver exposto a ser picado por possíveis insetos hospedeiros intermediários parasitados é uma tentativa de prevenção, aceita ainda com reservas para a profilaxia do mal. Carmello Liberato Thadei ( Médico Veterinário - CRMV-SP-0442 ) É doença infecto contagiosa que pode ser classificada como zoonose, pelo fato de ser transmissível dos animais ao homem e vice-versa. O agente causal dessa zoonose é um protozoário e como tal microscópico. Tem a forma ovo-arredondada, medindo de 2-4 X 1,5 a 2 micra e possui além do núcleo um blefaroplasto, porém não possui flagelos. São várias as espécies desse grupo capazes de causar a doença, sendo mais freqüentemente encontradas, as seguintes , assim como os nomes vulgares respectivos para cada uma de suas correspondentes doenças:
Todas essas espécies de Leishmania já classificadas, têm em comum o fato de necessitarem para se reproduzir e atingirem a forma adulta, passarem por um hospedeiro invertebrado obrigatoriamente um mosquito díptero do gênero Phlebotomo. Tal característica de exigirem mais de um hospedeiro em seu ciclo evolutivo biológico, lhes conferem em Parasitologia a denominação de parasitas heteroxenos.
![]() Transmissão: O mosquito hospedeiro intermediário, do gênero Flebótomo (Phlebotomo), cujo gênero foram já descritos várias espécies (P. Whitmani, P. Pessoai e P. migonei entre outros), ao sugar sangue de um animal (ou do homem) infectado, também se contamina e em seus intestinos e glândulas salivares esse protozoário se multiplica, sendo então as chamadas formas de leptomonas encontradas no buco-faringe desses mosquitos. Tais mosquitos, ao sugarem sangue posteriormente, pelo fato de por assim dizer injetarem na picada da pele sua saliva, por ser esta anti-coagulante e assim evitar que o sangue da sua vítima se coagule, injetam nesse ato também tais formas infectantes da Leishmania, a qual caindo na circulação sangüínea desse novo hospedeiro (chamado por isso hospedeiro definitivo), vai dessa forma reproduzir a doença, numa das formas clínicas anteriormente citadas. Incubação e sintomas: O período chamado de incubação (período que vai da picada pelo mosquito infectado até o aparecimento dos primeiros sintomas) varia entre 10 e 25 dias, podendo, no entanto, chegar até um ano. Após esse período aparecem em geral pápulas na pele do animal ou do homem infectado, pápulas estas nada características, porém proriginosas (coçam) determinando sensação de calor e dor. Ocorre também nessa fase adenopatia (inflamação) dos gânglios próximos à picada do mosquito. Nessa ocasião, sendo feita punção desses gânglios inflamados, deverão ser encontradas as formas infectantes do protozoário. O gânglio linfático inflamado se necrosa e assim lesado, acaba por vir a furo para evacuar esse material purulento, ficando em seu local uma úlcera, denominada de cancro espúndico. Nessa forma clínica a doença nessa fase é facilmente diagnosticável pela exibição de úlceras cutâneas características. Em alguns casos, no entanto, a doença cutânea assume formas não ulcerosas, chamadas de impetiginoide ou tuberiformes, além de verrugosas e franboesoides, estas últimas assim denominadas pela sua semelhança com a fruta framboesa. O evoluir dessa doença, sem tratamento adequado, leva a lesões graves e deformantes, inclusive com perdas irrecuperáveis muitas vezes do nariz e da epiderme da face. Profilaxia da doença: A mais eficiente medida de prevenção do mal, ainda é o combate ao mosquito hospedeiro intermediário, impedindo-o de se multiplicar, pela aplicação de inseticidas em seus criatórios. Paralelamente, isolamento dos hospedeiros definitivos enfermos, ou seu tratamento quando possível. Têm os mosquitos (Flebótomos), hospedeiros intermediários, uma característica peculiar: Atividade crepuscular e no início da noite, quando tem atividade intensa à procura de suas vítimas para serem sugadas, pois é o sangue seu alimento, ou melhor, apenas as fêmeas desses mosquitos nutrem-se de sangue. Já os machos desses mosquitos por terem vida curta, alimentam-se de frutas silvestres por breve período. Durante a fase do dia, procuram esses mosquitos abrigo ou no interior das residências ou em matas em local protegido dos ventos. São reqüentemente encontrados em tocas de outros animais como tatus, buracos em paredes de construções, ocos de paus ou bambus ou similares. Em matas fechadas, devido a pouca luz em seu interior, podem ser visto mesmo durante o dia, inclusive ativos, à procura de possíveis animais ou o próprio homem para serem sugados. Ddiagnóstico: Existe um teste, criado pelo cientista Brasileiro Montenegro no ano de 1926, bastante eficiente. Trata-se de uma intradermorreação, chamada em sua homenagem por Reação de Montenegro, consistindo-se de uma simples reação alérgica, obtida pela inoculação por via intradérmica de uma suspensão de leptomonas às quais foi juntado o fenol para sua esterilização. Tratamento: Vários medicamentos quimioterápicos, como o Tártaro Emético, Tartarato de sódio e antimonila, Fuadina, Eparseno (Amino-arseno-fenol), arsenito de sódio e o glutamato de antimônio sódico, entre outros, foram já utilizados, porem todos determinando paralelamente graves reações secundárias, o que inviabiliza seu tratamento, a não ser em pouquíssimos casos e nestes obrigando acompanhamento médico direto e permanente. Vacinação preventiva:O médico Brasileiro Samuel Barnsley Pessôa, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, já falecido, no ano de 1939 empregou com sucesso uma vacina preparada por cultura do protozoário em suspensão fenolada, vacina essa aplicada em três doses. Tal vacina foi aplicada em localidade altamente endêmica, com pleno sucesso. Em animais, no entanto, ainda não empregadas por motivo que desconheço. Carmello Liberato Thadei ( Médico Veterinário - CRMV-SP-0442 )
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