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7. ALIMENTAÇÃO DOS ANIMAIS:
ALIMENTAÇAO COMERCIAL x ALIMENTAÇAO CASEIRA
Quanto a alimentação, em particular a dos cães, podemos lhe assegurar estar tão ou até mais desenvolvida que a própria alimentação humana, servindo mesmo como forma de experimentação para alimentação da nossa espécie. Assim sendo, não é recomendável que se substitua a alimentação chamada balanceada, comercial e tecnicamente preparada especificamente para os cães, por uma comida caseira, preparada por você ou por qualquer outra pessoa que assim, para ser administrada aos cães. Com todo o cuidado que você possa ter, inclusive na seleção dos produtos que for utilizar diariamente nesse preparo, sempre e fatalmente, poderá faltar algum elemento nutritivo fundamental, como por exemplo uma determinada vitamina ou um micro elemento qualquer na quantidade requerida pelo organismo animal.
Assim sendo, não aconselho o preparo em casa, da alimentação a ser servida aos nossos amigos cães. Isso não quer dizer que você não possa dar a seu cão algum alimento especialmente preparado por você e especificamente reservado a ele. Lógico que pode, porem se assim você proceder, o cão irá dali para frente não mais preferir a ração comercial para cães.
A comida preparada em casa é mais aromática que aquela comercial, e o cão tem o olfato (faro) altamente especializado (muito mais especializado que o humano) e se for servido com um alimento preparado em casa com freqüência, irá preferi-lo àqueles comerciais, passando dali em diante a não mais aceitar estes últimos.
O melhor, tanto para o cão quanto para você, é dar ao seu amigo cão exclusivamente alimentos comercialmente preparados, desde que por firmas idôneas, que por isso tem um nome a preservar.
Carmello Liberato Thadei ( Médico Veterinário -CRMV-SP-0442 )
OSSOS SINTÉTICOS x OSSOS NATURAIS
Os síntéticos, desde que não causem nenhum distúrbio intestinal no animal podem ser usados sem problema. Vale lembrar que biologia não é matemática e nós devemos sempre observar nossos cães quando dermos qualquer "alimento" novo para eles. Os animais possuem níveis de tolerância variáveis à substâncias químicas diferentes. O que não perturba o estômago de um cão pode fazer mal a outro. Por isso fique sempre de olho e suspenda o uso do osso sintético se seu animal apresentar vômitos, diarréia ou até constipação após uma seção de "escovação" com osso. Se você optar pelo osso sintético, procure saber se na sua Pet Shop existe produtos da marca Gumabone ou Nylabone. Eles são importados e além de durarem muito possuem substâncias que se desprendem à medida que o animal rói o osso e que diminuem o acúmulo de tártaro nos dentes.
Os ossos naturais são excelentes. Mas sempre ferva bem antes de dá-los ao cão, não só pelo aspecto higiênico do ambiente no qual ele vai roer o osso mas também para evitar qualquer possível transmissão de doenças. Para quem mora no interior e compra carne em açougue, vale à pena lembrar que deve-se sempre pedir para ver o sêlo da inspeção sanitária ou se a carcaça já estiver toda recortada, peça para saber de onde veio a carne, onde foi feito o abate. Na região dos lagos no Rio e em outras cidades mais do interior do estado e do país ainda é razoavelmente comum a prática do abate clandestino que é feito sem nenhum controle da inspeção sanitária. Cozinhe sempre bem as carnes e prefira carne bem passada no churrasco de domingo. Como nós não temos quase o hábito de comer carne mal passada ou crua, estamos mais protegidos mas os cães recebem muitas vezes carne crua que pode estar contaminada com cistos de parasitas (vermes intestinais, Toxoplasmose) e/ou bactérias como o Clostridium tetani (tétano) e daí a emenda vai sair muito pior que o soneto... Por isso cozinhe sempre e bem os ossos e carnes que serão dadas aos cães.
Um último e importante lembrete: tudo que é demais pode causar problemas. No caso dos ossos, principalmente os naturais que são mais duros, é comum aparecerem problemas de fraturas e desgaste prematuro dos dentes. Não brinque de jogar os ossos, pricipalmente para cima, pois na ânsia de segurar o osso o animal poderá sofrer uma fratura em algum dente. O desgaste acontece pelo excesso de atrito em um determinado local. Não deixe que o seu cão fique com o osso à disposição. Entregue o osso à ele após as refeições e deixe que ele brinque até 1 hora com ele e depois distraia-o e esconda o osso. A função do osso aqui é de abrasivo, deve apenas retirar uma camada indesejada de tártaro, e no o esmalte do dente.
Como saber se os dentes do meu cão estão desgastados? Fácil, isso é, se o seu cão deixa vc mexer na boca dele... Olhe a "ponta" dos dentes do seu cão, se vc conseguir ver uma mancha amarelada no centro, já existe algum desgaste. Se estiver preta, seu animal está realmente precisando fazer uma limpeza, além do desgaste há acúmulo de alimentos e tártaro. Se isso acontecer vc deve suspender os ossos e conversar com seu veterinário à respeito do melhor método de prevenção do tártaro para o seu animal.
Claudia Youle (Médica Veterinaria)
CÃES x CEBOLA
A Cebola é uma liliácea cientificamente denominada "Allium cepa", apresenta-se em duas variedades.
Aquela silvestre apenas causa alterações nos animais que as comem, impregnando tanto a carne quanto o leite.
Já aquelas cultivadas pelo homem (não silvestres portanto), foi responsabilizada por intoxicações graves em equinos e bovinos nos Estados Unidos da América. O tratado de Toxicologia Veterinária de GARNER (M.A., D.V.Sc., F.R.C.V.S., A.R.I.C., Diretor, CSU-PHS, do Laboratório de Pesquisas animais de Fort Collins, no Colorado), relata o seguinte:
"Animais forçados a se alimentarem com resíduos da cebola, ministrados em grande quantidade deliberadamente, apresentaram os seguintes sintomas: anemia e ictericia" (Thorp y Harshfield, 1939); Koger, 19856.
Nordio, 1952. "Animais de laboratório, como ratos, coelhos, cães e galinhas também forçados por longo tempo a ingerirem como alimento restos de cultura da cebola (inclusive o bulbo), tudo porém cozido, vieram também a sofrer anemia."
O pesquizador Nordio, fez uma interessante observação sobre o assunto: A anemia conseqüênte a tal ingestão se produz menos rapidamente quando os animais são mantidos no escuro, fazendo supor haver algum princípio foto-sensível responsavel pelo desencadeamento da anemia.
Segundo ainda o pesquizador Koger (1956), a toxina na cebola é um alcaloide.
No japão, Kobayashi em 1950, assinalou uma degeneração e necrose dos orgãos parenquimatosos de cavalos alimentados com um parente próxima da cebola, o Allium schoenoprasum.
Carmello Liberato Thadei (Médico Veterinário -CRMV-SP-0442)
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