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O Pequinês na década de 60

Pequineses       Foi há pouco, na década de 60, que o Pequinês invadiu os lares brasileiros e tornou-se o mais popular entre os cães de pequeno porte. Rapidamente encantou as pessoas com a graça de seu andar balançante, o aspecto exótico conferido pelos olhos grandes mais proeminentes do que o focinho achatado, seu temperamento ao mesmo tempo meigo e ousado, como alguns dizem "capaz de avançar rosnando para quem o ameace, mas incapaz de morder", e um passado repleto de mistérios e lendas. Um modismo que veio a partir de alguns exemplares importados dos EUA e Inglaterra.
      Em poucos anos, ele fugiu do controle dos criadores e desapareceu. Houve uma mestiçagem desenfreada que o descaracterizou, deixando-o com temperamento desequilibrado, muito nervoso e agressivo, além de ter ficado feio, com os olhos esbugalhados e o focinho alongado.
      No fim da década de 70 já não se viam Pequineses. O verdadeiro Pequinês ficou com a imagem incorreta.

Melhor Sorte

      A sorte tem sido mais generosa com a raça no Japão, onde ela subiu quatro posições no ranking de registros de 1989 para cá, e ocupa o 22º lugar, entre 110 raças, com 1.722 exemplares registrados em 1993, estando na frente do Boxer, Dobermann, Rottweiler e até do Akita, o cão "monumento nacional" do Japão. Mesmo em outros países, apesar de ter apresentado uma ligeira queda nos últimos anos, o Pequinês continua bem cotado.
Pequinês       Nos EUA está na 26ª posição com 16.869 exemplares e na Inglaterra na 22ª com 2.002. "Ele agrada as pessoas, pois está bem adequado ao padrão tanto no temperamento quanto a aparência", dizem as americanas Lydia Kritzman, presidente do Everygreen State Pekingese Club, Seattle-EUA, e Teresa Cook, ex vice-presidente do The Pekingese Club of Georgia. "Nós promovemos o boicote aos comerciantes e estimulamos uma criação cuidadosa, resultando em menor número de registros mas em uma melhora na qualidade do plantel", declara William Blair, presidente há 35 anos do The Pekingese Club of America, Virginia-EUA. O canadense Nigel Aubrey-Jones, criador há 53 anos pelo The St. Aubrey Kennel, Quebec-Canadá e autor do livro "The New Pekingese" avalia que seu país, nos EUA e Europa a raça está geneticamente bem. "Porém, me preocupa observar que alguns criadores, para não prejudicar a pelagem, deixam de exercitar seus cães. O exercício é importante, mesmo que haja perda de alguns pêlos ao correr, para aumentar a musculatura e proporcionar maior robustez no tronco, além de favorecer a andadura roll (bamboleio) típica, com um balanço lento, sem oscilações que podem ser causadas por falta de musculatura nas pernas traseiras".
      A qualidade se reflete nas exposições. No Canadá e EUA, cerca de 230 Pequineses participam em cada especializada, e nas gerais, por volta de 50. Na Westminster, a mais famosa exposição dos EUA, o Pequinês foi o melhor do grupo dos Toys em 1994, conforme lembra Fernando Araújo Filho, criador há 16 anos pelo Bréia's Kennel, Petrópolis-RJ. Nas pistas nacionais, seja no Rio de Janeiro, São Paulo ou Rio Grande do Sul, apresentam-se, quando muito, 4 exemplares. O nosso momento é, portanto, de resgate: precisamos de novos criadores e importações.

Pequinês em História em Quadrinho

      História em quadrinho retirada do Site da Turma da Mônica
























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