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Padrão oficial e Comentários

Noris von Gruntenblick - KlubsSieger 1991/1992 - Alemanha

Os objetivos na criação de Rottweilers são de um cão de companhia, de proteção e de utilidade, harmônico, compacto, firme e solidamente construído conforme o padrão da raça, com maior capacidade física, excelente caráter a aptidão para o trabalho. As aspirações do criador devem ser, não somente de proliferar a raça, mas sim, sempre, no sentido de manter a forma e a índole nas suas mais amplas bases e fixá-las.

Entende-se por padrão da raça, o somatório das características e propriedades que cada cão deve ter, possivelmente acentuadas, elaborado pela Associação autorizada de criadores. Assim, aparece como base um quadro ideal desejável, o assim chamado Cão Padrão. O clube de criadores do país que foi reconhecido como de origem da raça é competente para a determinação, complementação ou retificação das características da raça. No nosso caso, apresentaremos o padrão segundo a ADRK (Allgemeine Deutsche Rottweiler Klub), com sede em Sttutgart. Todos os outros países, na medida em que são membros da Federation Cynologique Internationale (FCI) ou com essa entidade tenham convênio, são obrigados a observar o padrão do país de origem, que oferece uma ampla garantia de criação e critérios de julgamento e avaliação conformes.


FCI - Padrão número 147, de 16/01/1996.
País de Origem - Alemanha.
Utilização - Companhia, proteção e utilidade.
Classificação - Grupo 2 (Pinscher e Schnauzers, Molossos e Boiadeiros), seção 2.1 (Molossos e cães tipo Dogue). Necessária prova de trabalho.


APARÊNCIA GERAL

O Rottweiler é um cão robusto, de porte médio para grande, sem ser leve ou grosseiro, nem pernalta ou esgalgado. Sua estrutura, em corretas proporções, tem uma figura compacta, forte e bem proporcionada, mostrando grande força, agilidade e persistência. Sua figura revela primitivismo, seu procedimento é autoconfiante, com firmeza de nervos e coragem. Seu olhar sereno indica boa índole. Ele reage com grande atenção diante do seu universo.

ESTRUTURA E PROPORÇÕES

O comprimento do corpo, medido da ponta do esterno à protuberância do ísquio, poderia, no máximo, exceder em 15% a altura do cão.

COMPORTAMENTO E CARÁTER

O caráter do Rottweiler engloba o conjunto de qualidades, habilidades e atributos físicos e mentais inatos e adquiridos que determinam e regulam o seu comportamento no meio ambiente. Com relação às condições psíquicas, sua atitude é, basicamente amigável e pacífica, muito apegado, obediente, de fácil condução e ávido de trabalho. Seu temperamento, sua disposição para a movimentação e participação é moderada. Diante de um estímulo desagradável ele é duro, nervos firmes e destemido. Seus sentidos são adequadamente desenvolvidos. Seu afeto é bem acessível e sua aprendizagem é excelente. Trata-se de um tipo robusto e bem equilibrado. Com sua credulidade, agressividade moderada e sua grande autoconfiança, ele reage às influências do meio ambiente com serenidade e cautela. Diante de uma ameaça, porém, é acionado o instinto de defesa em razão do seu espírito de luta e proteção altamente desenvolvido. À experiências dolorosas ele resiste sem medo ou hesitação. Passada a ameaça o instinto de luta se extingue relativamente rápido e se transforma numa atitude pacífica. Entre as suas demais virtudes, constam: é apegado à casa e ao quintal, instinto de guarda, possui uma boa rastreabilidade. Sua perseverança é alta, ele gosta de água e ama as crianças. Não possui uma paixão expressiva para a caça. Em maiores detalhes, os seguintes instintos e atributos de caráter são considerados desejáveis.
  1. Para vida em companhia:
    Agressividade baixa - média
    Atenção alta
    Autoconfiança alta
    Desconfiança baixa - média
    Destemor alto
    Liderabilidade média - alta
    Mobilidade e atividade médias
    Perseverança alta
    Temperamento médio
  2. Como cão de companhia, guarda e utilidade:
    Todas as qualidade anunciadas anteriormente e mais:
    Alegria em trazer objetos média - alta
    Coragem (destemor) alta - muito alta
    Dureza alta
    Espírito de luta alto - muito alto
    Instinto de proteção alto - muito alto
  3. Características de guarda:
    Instinto de guarda médio
    Limiar de excitação médio - alto
  4. Aptidão para faro:
    Instinto de busca médio
    Instinto de rastreio alto
Deve-se observar que tais instintos e qualidades podem apresentar-se em vários graus de intensidade e que, geralmente, se fundem uns com os outros e são interrelacionados. Contudo, devem estar presentes e tão desenvolvidos quanto necessário para a eficácia da utilização.

Champ von Vilstaler Land - Canil Von Evman - EUA CABEÇA
Crânio: de comprimento médio, o crânio é largo entre as orelhas, a linha da testa, vista de perfil. é moderadamente arqueada. Occipital bem desenvolvido, sem ser muito protuberante. Maxilares inferiores e superiores fortes e largos. Stop e arcadas zigomáticas bem desenvolvidas. Da trufa ao canto interno do olho, deve medir aproximadamente 40% do tamanho total do crânio. Do canto do olho ao osso occipital, 60%.
Medidas desejadas de crânio:
9,5 cm - 15 cm para machos (total = 24,5 cm de crânio)
8,5 cm - 13 cm para fêmeas (total = 21,5 cm de crânio)
Couro da cabeça: Bem ajustado e pode, quando em alerta, apresentar leves rugas. O almejado seria uma cabeça sem rugas.
Focinho: Não deve parecer nem alongado nem curto em proporção ao crânio, conforme proporção acima descrita. Cana nasal reta, larga na raiz afinando moderadamente, trufa bem desenvolvida, mais para oval que para redonda, com narinas relativamente grandes e sempre na cor preta.
Lábios: Pretos, aderentes (ajustados), comissura labial fechada, gengivas escuras, clareiam em animais mais velhos.
Mandíbulas: Tanto superior quanto inferior, devem ser fortes e amplas.
Dentadura: Forte e completa (42 dentes), os incisivos apresentam mordedura em tesoura em relação aos inferiores.
Olhos: Tamanho médios, amendoados, de cor marrom profundo, pálpebras bem ajustadas.
Orelhas: Orelhas de tamanho médio, pendentes, triangulares, sem dobras, bem separadas, de inserção alta. O crânio aparenta ser mais largo quando as orelhas estão voltadas para a frente e caídas bem rente às faces.

PESCOÇO

O pescoço deve ser forte, moderadamente longo, bem musculoso, com uma linha superior ligeiramente arqueada subindo dos ombros, seco, sem barbelas ou peles soltas.

TRONCO
O
tronco é formado por:
Dorso: O dorso deve ser reto, forte e firme.
Lombo: O lombo deve ser forte, curto e profundo.
Garupa: A garupa deve ser larga, de comprimento médio e ligeiramente arredondada, nem reta nem muito caída.
Peito: O peito deve ser espaçoso, largo e profundo, com antepeito bem desenvolvido e costelas bem arqueadas.
Ventre: Flancos não esgalgados.
Cauda: A cauda deve ser amputada e curta.

MEMBROS
Anteriores: Vistos de frente, os membros anteriores são retos e moderadamente afastados. Vistos de perfil, os antebraços são retos. As escápulas formam um ângulo de 45 graus com a horizontal (o solo), a angulação escápulo-umeral deve ser em torno de 115 graus.
Ombros: Largos e bem colocados.
Braços: Bem ajustados ao corpo.
Antebraços: Fortemente desenvolvidos e musculosos.
Metacarpos: Levemente flexíveis, fortes, nunca escarpados.
Patas: Pés redondos, bem fechados e arqueados. Almofadas plantares rígidas, unhas curtas, pretas e fortes.
Posteriores: Vistos por trás, os membros posteriores retos e moderadamente afastados. Quando o cão estiver parado naturalmente, a coxa forma um ângulo obtuso com a garupa e com a perna, assim como a perna com o jarrete.
Coxas: Relativamente longas, largas e fortemente musculadas.
Pernas: Longas, fortes, amplamente musculadas, comandando, com vigor os poderosos e bem angulados jarretes, jamais em ângulo muito aberto.
Patas: Um pouco mais alongadas que as anteriores, mas igualmente bem fechadas e arqueadas, com dedos fortes e sem ergôs.

MOVIMENTAÇÃO: O Rottweiler é um trotador, nesta movimentação ele concilia a impressão de força, resistência e determinação. O dorso permanece firme e relativamente imóvel. A evolução dos movimentos é harmônica, segura, forte e fluente, com um bom alcance de passada.

PELAGEM: Formada de pêlo e subpêlo.
Pelagem: Pêlo rijo, comprimento médio, tosco, denso e assentado. Nos posteriores o pêlo é um pouco mais longo.
Subpêlo: Lanoso, não devendo ser mais longo que o pêlo.

COR: Cor preta, com marcações de fogo bem delimitadas numa rica coloração de castanho-avermelhado nas faces, focinho, garganta, peito e pernas, bem como acima dos olhos e raiz da cauda.

TALHE: Altura na cernelha para machos: 61 a 68 cm.
61 a 62 cm Pequeno.
63 a 64 cm Médio.
65 a 66 cm Grande, altura desejada.
67 a 68 cm Muito grande.
Altura na cernelha para fêmeas: 56 a 63 cm.
56 a 57 cm Pequeno.
58 a 59 cm Médio.
60 a 61 cm Grande, altura desejada.
62 a 63 cm Muito grande.

FALTAS: Faltas na aparência são todos os desvios que se notam das características descritas do padrão. Reduzem ligeiramente a funcionalidade do cão na sua utilização, mas podem obscurecer e distorcer a imagem típica da raça. Não desqualificam gravemente o exemplar. Pode-se computar como faltas na aparência:
Aparência Geral: Leve, esguia, pernalta. Corpo muito alongado, muito curto ou muito estreito.
Cabeça: Com expressão de "hound", muito estreita, muito curta, muito longa, muito pesada ou muito leve. Grosseira. Testa chata (com pouco ou nenhum stop).
Focinho: Focinho longo ou do tipo spitz (raposa). Nariz romano ou leporino. Cana nasal côncava ou para baixo. Trufa clara ou manchada.
Lábios: Lábios ou comissura labial abertos, cor de rosa ou manchados.
Maxilares: Mandíbula curta ou estreita.
Faces: Muito proeminentes.
Dentadura:
Mordedura em torquês.
Orelhas: De inserção muito baixa, pesadas, longas, dobradas para trás, assim como , caindo abertas, mal portadas ou caindo pesadamente.
Olhos: Claros, arregalados, esbugalhados, profundos ou redondos. Olhar duro.
Pescoço: Muito longo, fino, pobremente musculado. Com barbelas ou peles soltas na garganta.
Cauda: Inserção muito alta ou muito baixa.
Anteriores: Muito juntos ou sem serem retos.
Posteriores: Presença de ergô.
Pele: Couro da cabeça enrugado.
Pelagem: Pelagem macia ou ondulada. Ausência de subpêlo.
Cor: Marcações de coloração errada (mais escuras ou claras), pobremente definidas ou muito extensas.

Mais sérios do que as faltas acima mencionadas são todos aqueles desvios do padrão ideal que afetam tanto a aparência do cão como, também, sua capacidade de trabalho. São as faltas na capacidade de utilização, que também não desqualificam o cão, sendo elas:
Aparência Geral: Musculaturas e ossaturas fracas.
Tronco: Muito curto, muito longo ou esguio.
Peito: Estreito. Costelas achatadas em barril.
Dorso: Muito comprido, fraco, selado ou carpeado.
Garupa: Muito curta ou muito longa. Caída. Plana
Anteriores: Ombros escarpados. Articulação de cotovelos insuficiente ou deficiente. Braço muito comprido, muito curto ou escarpado. Metacarpos fracos ou escarpados. Pés abertos. Dedos achatados ou excessivamente arqueados, dedos atrofiados;
Posteriores: Coxas planas, jarretes de foice, jarretes de vaca ou pernas em barril. Angulações muito fechadas ou muito abertas.

DESQUALIFICAÇÕES: São totalmente excluídos de julgamento e reprodução. Porém, nada impede que sejam ótimos cães de companhia.
Generalidades: Cães monórquidos ou criptórquidos. Ambos os testículos devem ser bem desenvolvidos e nitidamente perceptíveis no saco escrotal. Cães com características sexuais reversas (machos afeminados e vice-versa).
Comportamento: Cães medrosos, tímidos, covardes, com medo de tiro, perversos, excessivamente desconfiados e nervosos, assim como aqueles com comportamento e expressão estúpida. Cães que notadamente apresentam preguiça, reações incomumente vagarosas ou extrema parcialidade em seu caráter devem ser examinados e observados com particular cuidado, antes de serem utilizados na reprodução (podem ser surdos).
Olhos: Com olhos amarelos, olhos de rapina ou com olhos de cores diferentes. Com pálpebras frouxas ou dobradas (entrópio), assim como aqueles com pálpebras caídas (ectrópio). A cirurgia de pálpebras não exclui a desqualificação do cão.
Dentadura:
Prognatas, retrognatas, com falta de pré-molares ou molares.
Pelagem: Pelagem longa e ondulada. Crespa.
Cor: Manchas brancas. Cores diferentes da preta sólida com marcações fogo.


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Comentários sobre o padrão

Hassan von Konigsgarten - KlubsSieger 1985 - Alemanha

Alcance de passada

Ao observarmos a movimentação do cão, memorizamos uma determinada pata em determinada posição do movimento. Uma PASSADA se completa quando essa mesma pata volta a tocar o solo com o respectivo membro na posição de quando foi iniciada a observação.
Assim, alcance de passada é a distância que o Rottweiler percorre com uma passada. Quanto maior o alcance de passada, menos energia ele gasta para se movimentar e portanto, menos se cansa.
Também chamada de cobertura de solo ou cobertura de passada. Voltar.

Arcadas zigomáticas

Arcadas zigomáticas são as formações ósseas laterais da cabeça, logo abaixo dos olhos, que a tornam mais larga. Seria mais ou menos o equivalente à parte entre as bochechas e as orelhas nos humanos. Voltar.

Cana nasal

É o focinho, a parte que começa na base dos olhos e termina na trufa. A largura deve ser proporcional à largura do crânio. Nem muito estreito, dando a impressão de fragilidade, nem muito largo, dando a impressão de focinho curto demais. Voltar.

Caráter

O Rottweiler deve ignorar barulhos como os de um tiro, não devendo, portanto, se assustar com ruídos estranhos. Não deve ser tímido com pessoas nem excessivamente agressivo. Nos passeios fora de seu território, deve ser capaz de se movimentar entre as pessoas sem demonstrar agressividade ou demonstrar desatenção para com o que ocorre ao seu dono.
Em seu território, não late em demasia. Prefere ver e esperar.
Sua grande autoconfiança e temperamento forte não devem ser confundidas com agressividade ao dono. Voltar.

Cauda

Recentemente na Alemanha, a amputação da cauda foi proibida em cães, devido à pressão de grupos de defesa dos animais, alegando como sendo uma mutilação ao animal, assim como o corte de orelhas, que também foi proibido.
De certa forma, a amputação da cauda teria um caráter meramente estético. Algumas pessoas afirmam que seria uma forma de impedir que o cão fosse seguro pela cauda, por um assaltante, por exemplo, que poderia causar dor ao cão.
Outros países europeus já haviam proibido o corte de orelhas e cauda a mais tempo, como a Noruega por exemplo. Porém desta vez esta lei atinge o berço de raças famosas, como o Dobermann, o Dogue Alemão, o Boxer e o próprio Rottweiler.
É um assunto polêmico, também pelo fato de não haver um padrão para a "nova" cauda do Rottweiler. Voltar.

Centro de gravidade

Centro de gravidade é o centro onde se divide o equilíbrio de um corpo. Imagine uma balança com um prato em cada uma das extremidades. Ela se equilibra quando colocamos a mesma massa em ambos os pratos, pois está apoiada exatamente no meio da balança. Se colocarmos massas diferentes nos pratos, conseguiremos equilibrar novamente a balança movendo o apoio, que era central, na direção do lado que estiver mais pesado. Então este será o Centro de Gravidade. No Rottweiler é a mesma coisa. Por não ter cauda e a cabeça ser pesada, a parte dianteira do Rottweiler é mais pesada que a traseira, por isso, seu Centro de Gravidade está mais próximo da parte dianteira. O ideal é que a proporção de massa entre as partes dianteiras e traseiras faça com que o Centro de Gravidade do cão esteja sobre seu coração. A altura também influi na posição do Centro de Gravidade, que por sua vez influi na estabilidade. Um caminhão com carga muito alta e pesada no alto, tem mais facilidade de tombar que um com carga baixa e pesada embaixo, pois o Centro de Gravidade do último está mais próxima do solo. Por isso que cães pernaltas tem movimentos desequilibrados. O tamanho do Rottweiler foi almejado para se otimizar tudo isso. Voltar.

Cernelha

É a nuca do cão, onde se inicia seu tronco. A cernelha deve ser alta e longa o suficiente para permitir a ancoragem da poderosa musculatura dorsal e de ombro. Comprimento e altura corretos da cernelha aliados a uma boa formação de peito e costelas bem arqueadas, darão ao omoplata a firmeza e a colocação corretas que garantirão a base para um bom alcance de passada do trem anterior. Voltar.

Comissura labial

É o canto dos lábios, onde o lábio superior e o inferior se originam, nos cantos da boca. Devem ser fechados, ou seja, quando o cão estiver com a boca fechada, não deve haver um vão (buraco) entre os lábios nos cantos da boca. Voltar.

Comprimento

A relação entre altura e comprimento é 9 para 10 (ou, o comprimento deve, no máximo, exceder a altura em 15%) aproximadamente. O Rottweiler é um trotador, não sendo, portanto, um cão de constituição quadrada.
Se o dorso do cão é muito curto ele cansa fácil no trote e tenderá a galopar com freqüência
Se é muito longo, resulta em um ombro verticalizado e/ou garupa curta. Voltar.

Cor

O Rottweiler é classificado entre as raças de cor sólida, com marcações cor de ferrugem em áreas bem definidas: focinho e garganta, dois pontos sobre os olhos e uma ilha em cada face; no peito, dois triângulos isósceles que se unem no centro do antepeito, na altura da ponta de esterno, por seus ângulos agudos; nos pés e metacarpos, subindo por trás das pernas até o meio do antebraço.
Uma ilha (bolinha) pequena preta em cada dedo é sinal de alta definição na marcação. Marcações fogo também nos pés e metatarsos, subindo pela perna e face interna das coxas, deixando também uma ilha preta em cada dedo. Sob a cauda estende-se abaixo do ânus, com a forma de uma flor de lis invertida.
Em alguns cães bem pigmentados, aparecem alguns fios de pelagem cor de fogo por trás das orelhas, por trás da trufa e na face interna das orelhas.
Quando as manchas cor de fogo são mais extensas do que deveriam, dizemos que a marcação está aberta. Geralmente as manchas grandes clareiam para um tom amarelo-ocre ou escurecem para um tom vermelho terra. Os primeiros sinais de abertura de marcação são o desaparecimento das ilhas pretas nos dedos dos pés e o não fechamento das ilhas das faces (se juntam à marcação do focinho e garganta).
O fechamento da marcação ocorre quanto a cor preta começa a invadir os limites das áreas cor de ferrugem, tornando as marcações enfumaçadas e indefinidas, podendo até fazer o Rottweiler ficar quase todo preto. Os primeiros sinais de fechamento são manchas pretas nos metacarpos e metatarsos.
A despigmentação é o aparecimento de pêlos brancos esparsos na pelagem, sem definição de lugar. Quando a despigmentação tem origem congênita, as manchas brancas já estão presentes por ocasião do nascimento do filhote e aparecem em áreas bem definidas, como na ponta da cauda (antes de ser amputada), na ponta dos dedos e no centro do antepeito, na altura da ponta do esterno. Um outro sinal de despigmentação é a descoloração das mucosas: lábios, gengivas, palatino e trufa.
Com a idade, entretanto, é normal o aparecimento de manchas nas mucosas, mas se o aparecimento dessas manchas se dá antes dos 24 meses, é sinal de que os filhotes desse exemplar podem nascer com manchas brancas congênitas.
Voltar.

Costelas

As costelas devem ser bem arqueadas, sem, no entanto, formarem o chamado "arco em barril". Costelas achatadas, que vão se traduzir em peito estreito, também são indesejáveis e constituem falta
Costelas pobremente arqueadas conferem pouco espaço para os órgãos internos e há um prejuízo para o balanço geral. Geralmente o cão coloca os cotovelos para dentro e os pés apontam para fora (mão francesa, ou "dez para as duas").
Costelas arqueadas em excesso ("arco de barril") forçam os cotovelos para fora no movimento. Em parado o cão terá uma aparência de Bulldog quando visto de frente. Por não estar bem aderido ao corpo, o trem anterior perderá muito de sua resistência. Voltar.

Crânio

Sendo o Rottweiler de movimentação peculiar, a cabeça desempenha papel de primordial importância. Na falta da cauda, a cabeça fica com toda a responsabilidade de manutenção do equilíbrio durante os movimentos. Estamos falando do papel físico da cabeça no equilíbrio da movimentação. É ela quem determina a precisão no início da movimentação, na sua continuidade, nas mudanças de direção e nas paradas bruscas, pelo desequilíbrio provocado e sua retomada. Bem proporcionada, vai permitir maior velocidade e agilidade.
Quando falamos em cabeça bem proporcionada nos referimos à sua relação de volume e massa com o corpo de modo a otimizar essas funções. Pois a base de um movimento equilibrado é a posição do Centro de Gravidade do cão.
Se o cão tiver uma cabeça muito pesada, o Centro de Gravidade tenderá a sobrecarregar os membros anteriores (da frente) anulando a força propulsora dos anteriores (traseiros, os responsáveis pela impulsão do movimento).
Se tiver a cabeça muito leve, o Centro de Gravidade recairá mais no centro do corpo do cão, criando uma dificuldade em iniciar a marcha e mantê-la.
O Centro de Gravidade ideal no Rottweiler é o ponto sobre seu coração. Voltar.

Dentadura completa

Filhotes têm 28 dentes de leite. Estes começam a mudar para os definitivos entre os 3 e 6 meses de vida. Em alguns casos raros, dentes definitivos supostamente inexistentes surgirão com até 15 meses de vida do cão. Casos apenas aos referidos pré-molares.
Os adultos possuem 42 dentes, 20 na arcada superior e 22 na inferior. É importante salientar que, além de possuir pelo menos 42 dentes, devem estar de acordo com a quantidade abaixo especificada de cada tipo de dente.
Incisivos 6 superiores 6 inferiores = 12
Caninos 2 superiores 2 inferiores = 4
Pré-molares 8 superiores 8 inferiores = 16
Molares 4 superiores 6 inferiores = 10
Qualquer falta dentária desqualifica o exemplar para reprodução. Voltar.

Falco von der Teufelsbrucke - KlubsSieger 1994/1995 - Alemanha Dorso e lombo

A linha dorsal é dividida em: cernelha, dorso, lombo e garupa. A cernelha é um ponto, assim, o dorso corresponde à parte onde se concentra o maior número de costelas do cão.
A musculatura do dorso é mais desenvolvida que a do lombo, o que pode ser visualmente notado logo após a cernelha.
Se o dorso e o lombo forem muito longos, resultará em um ombro verticalizado e/ou uma garupa curta.
Uma linha dorsal cedida (lombo arqueado ou carpeado), resulta na perda de força do trem posterior, pois funciona como um abafador. A propulsão do posterior não pode ser transmitida ao anterior (membros da frente) e o cão perde em alcance de passada. Essa é uma falta séria no movimento e quase sempre resulta em fraqueza de ligamentos e tendões.
Se o dorso e lombo são muito curtos, resultando num cão de aparência quadrada, haverá uma tendência ao galope facilmente. A ação de propulsão será pobremente absorvida e o cão não terá uma performance consistente no trote. Voltar.

Ergôs

É o quinto dedo do cão. Quatro dedos formam as patas, o quinto dedo surgiria como o "dedão" humano, imaginando que nossos outros quatro dedos fossem a pata do cão, nossa palma, o jarrete, então o ergô seria um pequeno dedo que estaria no jarrete do cão, próximo à pata. Voltar.

Esgalgado

É aquele cão que apresenta a linha inferior ("peito + abdômen") retraída, como a de um Dobermann ou de um Boxer. O Rottweiler deve ter as linhas superiores ("costas") e inferiores quase paralelas, com uma leve reentrância no ventre. Visto de cima, a largura de ombro a ombro, do corpo e da garupa devem ser iguais. Os músculos devem ser aparentes, com boa massa e fortes. Ossos largos e pesados. Não deve-se confundir força com gordura. Voltar.

Esterno

É o osso que une as costelas. Sendo a ponta do esterno, a parte do osso mais protuberante no peito de um cão. Voltar.

Garupa

A garupa não deve ser muito curta, nem muito plana, nem caída ou comprida demais. A garupa caída apresenta a raiz da cauda (ponto onde a cauda está ligada à garupa) muito baixa, ou seja, a cauda aparenta estar "caindo escorregada", fora do lugar. Na movimentação eleva o joelho e o resultado é uma passada desnecessariamente longa para frente e curta para trás.
Garupa plana apresenta a raiz da cauda muito alta, como se a cauda tivesse "subido", ou a pele do dorso, "encolhido". Na movimentação apresenta desnecessariamente maior amplitude de passada para trás, com elevação das patas e curta para frente.
Garupa alta não deve ser confundida com dorso selado. A garupa é alta quando sua altura é maior que a altura da cernelha. Garupa baixa é o contrário em demasia. Geralmente ocorrem devido a problemas de comprimento ou angulação dos membros. Voltar.

Ísquio

O íleo seria a "bacia" do cão, o ísquio, é a ponta do íleo, estando praticamente na mesma altura da ponta do esterno, no lado oposto do cão, ou seja, na traseira. Voltar.

Membros anteriores

O membro anterior consiste em (de cima para baixo) omoplata ou escápula, úmero ou osso do ombro, conjunto rádio e úlna (braço), metacarpo (palma da mão) e pés (dedos).
A omoplata forma a conexão entre o tronco e o braço. Através de músculos e tendões, está completamente ligada com a parte superior do pescoço e cernelha.
O úmero forma com a omoplata ou escápula a articulação chamada escápulo-umeral ou articulação de ombro. O ângulo ideal entre esses dois ossos é de aproximadamente 115 graus e o ângulo ideal (agudo) entre a escápula e uma linha imaginária horizontal é de 57,5 graus.
Num ombro mecanicamente bem construído, o comprimento da escápula e do úmero são iguais.
A articulação do cotovelo (ligação do úmero ao braço) deve ser forte e manter-se junto ao corpo. Quando em movimento, não deve ser expulso para fora ou empurrado para dentro.
A função dos membros anteriores, no seu conjunto, é suportar o peso. Tem também a função de direcionar o corpo, quebrar a força e amortecer os impactos gerados pela força dos posteriores (traseiros). O aproveitamento de uma boa propulsão gerado pelo posterior dependerá da correta formação do anterior e dos ângulos da escápula, ombro e metacarpo.
Se o ângulo escápulo-umeral for maior que 115 graus, isso levantará a frente do cão, mudando seu centro de gravidade e resultando em alcance de passada muito curto. Além disso, o úmero não será portado corretamente junto ao tórax e os cotovelos ficarão "soltos". Um ângulo menor traria o corpo muito para baixo, resultando em profundidade de peito excessiva e resultando em pouco alcance de passada.
A importância dos ângulos entre o braço e metacarpo (palma da mão) e entre o metacarpo e o solo de devem ao fato de que essas articulações são os "amortecedores" dos membros dianteiros. Quando o cão salta um obstáculo, os membros anteriores são a primeira parte do corpo a tocar o solo, de forma que esse conjunto absorve todo o impacto provocado pelo peso do cão. O choque é tão grande, que o metacarpo, que originalmente forma um ângulo de 45 graus com o solo, chega a tocar o mesmo ao absorver o impacto. E é por essa razão que o metacarpo forma um ângulo de 15 graus com o braço, a fim de melhor amortecer impactos.
Os ossos dos pés terminam o trabalho do metacarpo, com um jogo de pequenas alavancas, formados pelas falanges falanginhas e falangetas (ossos dos dedos). Por também servir como amortecedores, o padrão pede que sejam bem arqueados e compactos, que proporciona máxima firmeza de ligamentos. Voltar.

Membros posteriores

De cima para baixo, o posterior de divide em: ilíaco ou íleo (bacia ou garupa - a ponta deste osso é o ísquio), fêmur (coxa), tíbia (perna), jarrete (metacarpo ou "sola do pé") e pé (nossos dedos).
A função do posterior é impulsionar o cão. É o posterior quem inicia todos os movimentos. A musculatura força a abertura dos ângulos das articulações, empurrando os pés contra o solo para trás e o corpo movimenta-se para frente. Se as relações de ângulos, tamanhos e largura dos ossos estão corretas, haverá suficiente musculatura para tornar o movimento fácil e com boa propulsão.
Em parado, distinguimos três posições do posterior:
Parado com os pés embaixo do corpo: ângulos pobres, perda de firmeza e equilíbrio e propulsão insuficiente, pois limita o alcance dos posteriores, podendo causar passadas saltitantes.
Parado com os pés atrás do corpo: movimentos cambaleantes, parada com as pernas muito abertas ou fechadas, devido à dificuldade em aprumar os membros. Passos também muito abertos ou fechados, pois implica em jarretes para dentro ou para fora. Geralmente relação pobre entre comprimento dos ossos fêmur(coxa) x tíbia(perna).
Parado com os pés levemente atrás do corpo: O ângulo mais favorável, bem como a melhor relação entre o tamanho dos osso fêmur x tíbia que é de 1 x 1. Uma linha imaginária vertical, perpendicular ao solo, traçada da ponta do ísquio até o solo, atinge exatamente os pés traseiros do cão, estando os jarretes paralelos a essa linha imaginária.
Assim, a melhor angulação de posteriores a fim de se conseguir otimizar os movimentos do cão, seriam, com o cão parado naturalmente:
Ângulo entre o íleo e a coluna vertebral: entre 20 e 30 graus (ou entre 35 e 45 graus com a horizontal).
Ângulo entre o íleo e o fêmur: O padrão cita ângulo obtuso, mas os posteriores devem ser mais fortemente angulados que os anteriores, devido ao tipo de movimentação do Rottweiler (devem funcionar como molas). Assim, ângulo um pouco maior que 90 graus e menor que 115 graus seria o ideal.
Ângulo entre o fêmur e a tíbia: Novamente o padrão cita ângulo obtuso. Podemos aplicar o mesmo critério anterior.
Ângulo entre a tíbia e o jarrete: Novamente o mesmo critério, de forma que o jarrete seja perpendicular ao solo.
Se o íleo é muito curto, as pernas estão posicionadas muito à frente, embaixo do corpo. O comprimento da passada é curto e a força despendida pelo posterior não é aproveitada. O cão perde em resistência. Se o íleo está posicionado muito na horizontal, o cão perde firmeza quando parado, apresenta passadas curtas e apertadas. Perde-se sincronia com os anteriores.
A articulação coxo-femural deve suportar grande desgaste em função da força propulsora dos posteriores ao empurrar o corpo para frente. A displasia coxo-femural é a deterioração da articulação coxo-femural, quando submetida ao esforço dos movimentos, podendo apresentar deformações na cabeça do fêmur e no acetábulo (local de encaixe da cabeça do fêmur na bacia).
Excesso de peso, exercícios forçados, saltos e escaldas durante a fase de crescimento, podem acelerar o desgaste da articulação.
A articulação do joelho é umas das mais importantes do posterior, porque dá origem ao movimento. Por isso deve ser forte. Quando é para fora, o cão apresenta o que chamamos de jarretes de vaca. Geralmente causado por fêmur muito longo ou garupa excessivamente angulada. Quando é para dentro, o cão apresenta o que chamamos de pernas em barril ou expulsa os jarretes para fora. Quando os pés posicionam-se muito juntos, é resultado de constituição muito estreita do cão. Durante o movimento, os jarretes, vistos por trás, tendem a aproximar-se na medida em que a velocidade aumenta, não podendo jamais cruzarem-se. Cães que apresentam pernas abertas durante a movimentação terão dificuldades nas mudanças de direção, resultando em perda de resistência.
A articulação do jarrete deve ser de bom comprimento e forte. Construído desta forma, o Rottweiler estampa a estrutura de um trotador. Quaisquer exageros na anatomia do cão destruirão o princípio básico de que o Rottweiler é um cão de trabalho.
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Mordedura em tesoura

É aquela em que os incisivos superiores assentam sobre a parte frontal dos inferiores, neles encostando, de forma que olhando o cão de perfil, assentem como as lâminas de uma tesoura. Voltar.

Mordedura em torquês

É aquela em que os incisivos superiores incidem exatamente sobre os incisivos inferiores. Voltar.

Movimentação

É a coluna vertebral que estrutura todo o corpo do Rottweiler. Por essa razão, quanto mais forte e rígida for, tanto mais firme será a movimentação. É através da coluna vertebral que a propulsão dos posteriores se transmite para os anteriores (dianteiros). O Rottweiler, sendo um cão pesado, deverá ter uma coluna muito bem conformada, de ligamentos poderosos e musculatura muito bem desenvolvida.
O comportamento da linha superior (costas) deve ser impecável, sem no entanto interferir no "rebolado" característico da raça.
É preciso não confundir dorso fraco com o "rebolado" característico da raça. Quando o Rottweiler faz o "rebolado" a linha da coluna verga-se alternadamente para a direita e para a esquerda e não para cima e para baixo, caso do dorso fraco.
Distinguimos quatro tipos de movimentação no Rottweiler, que são:
O salto lateral: o cão desloca simultaneamente as quatro patas, num salto lateral.
O passo: o cão toca o solo com duas patas simultaneamente diagonais. Nessa movimentação, enquanto as duas patas de um lado estão o mais distante possíveis uma da outra, as outras duas do outro lado estão o mais próximas uma da outra. Nesse caso, por exemplo, se a pata direita dianteira toca o solo, a pata traseira esquerda também toca.
O trote: é um passo mais rápido.
O galope: é quando o Rottweiler está correndo, cada pata toca o solo uma de cada vez, sem simultaneidade com nenhuma outra.
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Olhos, Cor

A cor dos olhos, na Alemanha, recebe uma graduação, que varia do 1A (mais escuro possível), passando por 1B, 2A, 2B, 3A e terminando em 3B (tonalidade mais clara aceita), considerando a tonalidade 6, a cor amarela. Olhos de tonalidades diferentes ou olhos de cor amarela não são tolerados. Suspeita-se que haja uma ligação entre olhos claros e desvios de caráter (cães de olhos claros não são emocionalmente estáveis). A cor dos olhos é hereditária. Na rigorosa criação alemã, mais de 40% dos cães possuem olhos de cor 2A, outros 45% possuem olhos de cor 1B ou 2B e uma minoria (menos de 5%) possuem olhos de cor 1A ou 3A. O importante é buscar uma uniformidade, sempre com olhos os mais escuros possíveis. Filhotes de pais com olhos claros jamais terão olhos escuros. Voltar.

Orelhas

O tamanho das orelhas é importante para manter a aparência do Rottweiler. Orelhas muito pequenas tenderão a ser leves e ficarão levantadas ou distantes das faces e terão dobras. Orelhas muito grandes darão uma aparência de "hound"(cães de caça com orelhas grandes e caídas), dificultando que o Rottweiler as "arme" quando em atenção. As orelhas do Rottweiler tem um caimento próprio da raça. Quando em atenção, o Rottweiler "arma" as orelhas, virando levemente a parte externa das orelhas para frente, de forma que o olhando de frente, seu crânio parece mais largo. O tamanho aproximadamente ideal é aquele em que a ponta da orelha esteja na mesma altura da marca fogo na "bochecha" do cão.
A inserção (local onde a orelha se "encaixa" no crânio) das orelhas também é importante. Se for de inserção alta, tenderá a manter as orelhas afastadas das faces, se for de inserção baixa, dará a impressão de orelhas grandes. A altura correta da inserção das orelhas é aquela que, o Rottweiler, quando visto de frente em atenção, a borda superior da dobra da orelha, acompanha a leve curvatura superior do crânio, não devendo aparentar uma linha reta, horizontal ao solo. Voltar.

Peito e antepeito

O peito é a parte frontal do tronco, é o espaço para o coração e pulmões. Por isso o peito deve ser de boa profundidade e as costelas devem ser arqueadas.
A caixa torácica deve ser muito bem desenvolvida, de profundidade ao nível dos cotovelos, o que corresponde à metade da altura aproximadamente.
É dividido em antepeito e peito. O antepeito vem a ser a parte anterior (frontal) do peito que, quando visto de perfil inicia no pescoço e vai até a linha dos membros anteriores. Deve ser visível de perfil, significando correta colocação e angulação dos ombros, que garantirá um bom alcance de passada.
O peito segue o antepeito e deve seguir suficientemente para trás. Peito muito curto significa espaço insuficiente para órgãos internos. No Rottweiler em especial, é importante salientar que jovens não terão correta profundidade de peito, devendo desenvolver-se com a maturidade. Voltar.

Pêlo e subpêlo

A pelagem é curta na cabeça (cerca de 1 cm de comprimento), um pouco mais longa no tronco (cerca de 3 cm) e mais longa um pouco no pescoço, dorso e parte posterior dos membros (cerca de 4 cm).
O subpêlo é denso, formando um colchão de proteção. Pode ser preto ou castanho-acinzentado, mas não deve ser aparente, ou seja, não deve ser mais comprido que o pêlo. Subpêlo comprido é indesejável e ausência de subpêlo é uma falha grave, assim como pêlo ondulado, longo ou curto demais.
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Pernalta

A profundidade do peito (no cão visto de lado, é a altura do peito à cernelha - "nuca") deve alcançar a metade da altura do cão, medida do chão à cernelha. O cotovelo do cão deve estar na altura do peito. Voltar.

Pescoço

Em todos os animais a função principal do pescoço é sustentar a cabeça. Essa função acarreta o acúmulo de outras funções, como a de manter o equilíbrio, pois o comando central de informações do equilíbrio está na cabeça.
Sendo o Rottweiler um animal de cabeça pesada, deverá ter um pescoço longo o suficiente para permitir movimentos livres da cabeça e permitir o desenvolvimento da poderosa musculatura necessária ao cão. Sete vértebras formam a estrutura interna do pescoço.
É com os movimentos do pescoço que o cão inicia os movimentos de marcha, de curvas, de velocidade, de saltos e de paradas.
A cabeça e o pescoço são portados quase horizontalmente em movimento e levemente levantados quando em parado. O porte para cima quando em movimento é considerado falta. Voltar.

Porte

Performance e uso requerem um grau específico de força e balanço.
Se o cão está acima do tamanho ele será, ou muito pesado, porque tamanho exagerado significa aumento de peso em relação à proporcionalidade, ou de pernas longas, o que significa pobreza de balanço estrutural. Cães excessivamente grandes e pesados possuem dificuldade para parar, pular ou escalar. Além da falta de vontade para o trabalho e o cansaço fácil, se também forem obesos. Há uma perda natural de agilidade. Cães de pernas longas são ainda mais limitados. Angulações pobres resultam em perda de fluidez no movimento. Freqüentemente é adicionado à isto uma estrutura de peito insuficiente, falta de espaço para os órgãos internos e estrutura fraca.
Cães pequenos, embora com a estrutura correta, perdem sempre em força. São de ossatura leve, rápidos, flexíveis mas com pouca resistência. Podem também ter pernas curtas e, apesar de possuírem a força correta, tem seus movimentos prejudicados. O mesmo acontece com cães de peito excessivamente profundo (cães que vistos de lado, possuem o tórax muito largo, dando a impressão de que o cão possui as pernas dianteiras curtas), eles tem passos curtos (portanto, despendem mais energia para se locomover e assim, cansam mais facilmente) e trote instável. Voltar.

Prognatismo

Ocorre quando a mandíbula (inferior) está projetada à frente do maxilar (superior). Comum nos cães de focinho curto, como o Boxer. Confere a impressão de queixo grande, projetado à frente, pois os incisivos inferiores estão à frente dos incisivos superiores, podendo estar à mostra nos casos de prognatismo exagerado. Voltar.

Retrognatismo

Ocorre quando o maxilar (superior) está projetado à frente do maxilar inferior, além do normal. Nestes casos, os incisivos superiores não chegam a tocar os incisivos inferiores. Nos casos mais graves, tem-se a impressão de queixo curto, pequeno, podendo prejudicar a mastigação do cão. Em filhotes, um leve retrognatismo tende a corrigir conforme o filhote vai crescendo, normalmente, ficando normal (mordedura em tesoura) até os 12 meses. Voltar.

Stop

Stop é o ângulo de inflexão entre a testa e o focinho, que deve ser pronunciado, ou seja, com quebra evidente, próximo dos 90 graus. Voltar.

Tronco

O que caracteriza a tipicidade da raça é o tronco bem proporcionado em relação à cabeça.
A caixa torácica é formada por nove pares de costelas que unem-se ao osso do peito e quatro pares chamados flutuantes. O perímetro torácico ideal seria de 20 cm a 30 cm somados à altura do cão na cernelha. Voltar.

Trufa

Trufa é o nariz do cão. Deve ser sempre preta. Voltar.



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