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Escolhendo um filhote
Antes de adquirir um filhote de qualquer cão, é preciso pensar racionalmente antes de fazer a compra. Existe uma série de pontos a serem levados em consideração na aquisição de um filhote, principalmente se ele for de grande porte ou possuir pêlo comprido. A compra não deve ser compulsiva e impensada. Estamos nos tornando responsáveis por uma vida, que irá permanecer ao nosso lado por pelo menos 8 ou 9 anos. Muitos cães, mesmo de raça, são abandonados nas ruas, porque seus donos não souberam como educá-los, ou não souberam como tratá-los, ou não souberam as características daquela raça antes de adquiri-la. Cães não são como carro que se troca um velho por um mais novo ou de modelo diferente. Agir por modismo ou compulsão acaba levando o novo proprietário a dizer depois que se enjoou do cão. Muitos acabam abandonando ou doando ao primeiro que se dispuser a levar o pobre cão. Os cães possuem uma estrutura social diferente da nossa e por isso tendem a sofrer demais com a separação de seu dono. Enquanto filhotes, todos os cães são lindos e irresistíveis. Antes de adquirir seu filhote, pense muito e observe os seguintes tópicos:
- A primeira coisa a se fazer é estudar a raça, para que se possa comprar com consciência. Sabendo o padrão da raça, podemos melhor escolher um filhote, de forma que possamos pagar um preço justo por ele, evitando que nos vendam o pior da ninhada pelo preço do mais bonito e caro. Conhecendo-se também o temperamento, evitamos uma possível desilusão futura, uma vez que o Rottweiler é um cão de temperamento forte, extremamente autoconfiante.
- Um dos quesitos mais importantes é avaliar a capacidade em se possuir um cão, principalmente um cão extremamente apegado aos donos como o Rottweiler. Ele necessita de contato da família. E necessita de espaço adequado para se exercitar. Um Rottweiler não foi feito para passar o dia todo largado no quintal, muito menos amarrado ou preso no canil. Ele necessita de carinho e atenção. Mesmo vivendo em um espaço menor, se houver carinho e dedicação por parte da família que o adotou, nada que um passeio diário e brincadeiras com os donos não resolva seu acúmulo de energia.
- Uma vez se decidido pela raça e com condições físicas, financeiras e temporais para adquirir um Rottweiler, deve-se pesquisar canís. As exposições de cães são bons lugares para se encontrarem criadores e possibilitam que se avalie os cães que o criador apresenta na exposição. Sabendo diferenciar criadores sérios de "fabricantes de cães", as chances de uma boa aquisição aumentam muito. Criadores sérios primam pelo cuidado e seleção de cães. Já o "fabricante" visa apenas o retorno financeiro, sem se importar com qualidade ou muitas vezes, honestidade.
- Não se atenha em escolher apenas um criador. Escolha alguns e marque uma visita a eles.
- Em cada uma das visitas, verifique se o canil é limpo e organizado. Ambientes sujos predispõe a doenças que prejudicam o desenvolvimento do filhote ou mesmo sua morte.
- Veja os pais, ou pelo menos a mãe. Verifique se ela está com saúde. Se ela estiver bem nutrida e com boa saúde, estará em condições de cuidar bem da ninhada. Lembre-se que os filhotes dependem muito da mãe no primeiro mês de vida. É comum o pai da ninhada pertencer a outro proprietário, não estando portanto, junto com a mãe da ninhada, mas veja se existe pelo menos uma foto, se ele for desconhecido.
- Exija o exame radiológico de displasia dos pais. Verifique se estão dentro do permitido para acasalamento (HD A ou HD-; HD B ou +/-). Filhotes de pais displásicos tem mais chances de desenvolverem a doença de forma mais grave.
- Verifique se a mãe foi vermifugada antes do nascimento da ninhada e se as vacinas estão em dia. Existe uma carteira de vacinação. Os filhotes com 30 dias também já devem ter recebido a primeira dose do vermífugo.
- Observe o temperamento dos pais. Filhos de pais agressivos tendem a ser iguais ou mais agressivos que os pais. Evite os extremamente agressivos.
- Observe o temperamento do filhote e veja como ele se comporta com os irmão. Ele não deve ser tímido demais, nem medroso demais, nem agressivo demais. Em geral, filhotes são alegres e brincalhões com pessoas. Os mais dominantes tendem a manter o mesmo temperamento quando adultos. Em escala decrescente de dominância, podemos dividi-los em: Ativos, reativos e passivos. Faça os seguintes testes:
- Jogue um pequeno objeto, como uma bola de papel amassado. O filhote que pega a bola e sai correndo é ativo. O que disputar a posse é reativo. O que não se interessar é passivo.
- Em seguida, vira cada filhote de barriga para cima, mantendo as costas dele encostadas no chão segurando-o com a mão espalmada em seu peito. Se o filhote não ficar nem um instante, ele é ativo. Se ficar, mas tentar se soltar logo, é reativo
Veja também como reagem a diferentes sons. Devem estar atentos à fonte do barulho. Indiferença pode ser sinal de problema auditivo.
- Veja a estrutura do filhote. A linha superior (dorso) deve ser reta e firme. A garupa deve ser curta e larga. Veja se os anteriores e posteriores estão bem aprumados, fortes e angulados. Veja também se possui um peito e antepeito bem desenvolvidos. A cabeça deve ser bem formada, larga, com focinho curto, forte e proporcional. Repare na cor dos olhos e opte por olhos bem escuros, bem como lábios pretos. Orelhas médias inseridas corretamente. Verifique se a mordedura está correta.
- A pelagem também é muito importante, uma vez que pêlos curtos são melhores que pêlos longos. Verifique se não estão muito ondulados ou crespos. Veja se a cor está correta, preta, com marcações corretas, em canela, sem apresentar manchas brancas pelo corpo.
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