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História:
A raça foi desenvolvida na China, sendo provavelmente resultado do cruzamento de cães da raça Lhasa Apso, presenteados pelos monges tibetanos aos Imperadores chineses, com o Pequinês, cão sagrado chinês.
O Shih Tzu alcançou o auge de seu prestígio, durante o reinado da Imperatriz Tzu Hsi, de 1861 até sua morte em 1908.
A Imperatriz desenvolveu um programa de criação baseado na saúde, temperamento, estrutura e marcações. Ela criou um sistema de registro, onde eram anotados todos os cruzamentos, assim como todos os nascimentos. Cada filhote tinha uma ficha com o nome de seus ascendentes (pedigree) e suas características pessoais (sexo, cor, marcações, tamanho, etc.).
Devido à influência do Budhismo, a cor dourada era preferida, mas a Imperatriz já naqueles tempos, sabia da importância da cor preta numa criação, para manter a pigmentação dos cães. O cão favorito da Imperatriz Tzu, era um preto sólido, chamado Hai Ling, que vivia em seus aposentos particulares.
Em 1900, alguns cães sairam da China com diplomatas e missionários, provavelmente, vendidos pelos eunucos, responsáveis pelo controle da criação. Mas estes primeiros cães a chegarem ao Ocidente eram de qualidade inferior.
Após a morte da Imperatriz alguns cães de qualidade foram para nas mãos de alguns ingleses e escandinavos, e destes , descendem todos os Shih Tzus atuais.
A raça começou a ser conhecida na Inglaterra, quando a Rainha Maud da Noruega, presenteou a Duquesa de York, que depois veio a ser Rainha, e é a atual Rainha Mãe, com um dos primeiros filhotes nascidos na Escandinávia. Ele recebeu o nome de Choo Choo, e foi um dos cães da Princesa Elizabeth, atual Rainha da Inglaterra.
O Kennel Club da Inglaterra, foi o primeiro a reconhecer a raça, em 1934.

Perfil da Raça:
Além de elegante ou fofo, conforme o corte da pelagem, o Shih Tzu se destaca como cão de colo entre as raças pequenas mais conhecidas.
Se você é daqueles que gostam de um cãozinho peludo e curtem passear com ele aninhado no colo, o Shih Tzu tem tudo para ser seu cão ideal. O motivo é que a maioria das raças pequenas, nessas horas, fica inquieta e acaba com o prazer de quem as carrega. Comportamento esse, bem menos acentuado no Shih Tzu.
Uma das pessoas que mais trabalham com raças peludas de pequeno porte, no Brasil, por prepará-los e apresentá-los em exposições, Vânia Breim, é testemunha disso. "Considero o Shih Tzu o mais tranqüilo entre os peludos mais conhecidos, o que o torna mais predisposto para o colo", diz. "O Yorkshire, o Poodle, o Bichon Frisé e o Maltês são mais ativos e o Lhasa Apso é independente demais para apreciar tamanho "grude" com os donos, afinal nas origens era usado como cão de alarme, o que exige certa independência." A criadora Maria Amélia dos Santos Snell, que tem, além de Shih Tzu, Maltês e Lhasa Apso, compartilha da mesma opinião. "Quando vou ao veterinário, levo meus Shih Tzus no colo, enquanto os Malteses e os Lhasas vão em caixas de transporte, pois ficam inquietos demais."
Ainda que a raça seja - de fato - boa de colo, é claro que existem variações individuais. Alguns exemplares mostram-se mais receptivos ou outros ao aconchego dos braços humanos. Daí, a secretária do American Shih Tzu Club, nos Estados Unidos, e criadora desde 1961, aconselhar um pequeno teste para aumentar as chances de o filhote escolhido ser ideal para tal finalidade. "Sente perto da ninhada e comece a chamá-la, acariciando os filhotes logo que se aproximarem", explica. "Aqueles que procurarem por maior contato físico serão os melhores cães de colo." Valery Goodwin, secretária do Manchu Shih Tzu Society, na Inglaterra, também acha que alguns até podem ser menos chegadas ao colo, mas que, via de regra, a grande maioria é adepta desse mimo. "Gostam tanto, que mal esperam eu sentar no sofá para pularem em cima de mim", descreve. O Shih Tzu costuma gostar mesmo da estreita proximidade com as pessoas, sejam estas conhecidas ou estranhas. "Quando chega um amigo em casa, meus cães se aproximam e às vezes até pedem colo", conta Luiz Mauro Alves, do Mauro's Kennel, em Araguai - MG.
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